Celina rebate oposição e diz que liquidação do BRB custaria três vezes o empréstimo

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Após o debate da Band, governadora confronta Arruda, cobra apoio político dos candidatos ligados a Lula e explica o papel do Fundo Garantidor de Créditos na recuperação do banco.

Celina Leão (PP) deixou o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, na noite deste domingo (9), disposta a prolongar o confronto sobre o Banco de Brasília (BRB). Em entrevista coletiva, a governadora afirmou estar “encabulada” com as perguntas dos adversários e disse que as manifestações demonstraram “total incapacidade de cuidar desse problema”. O ataque mais direto foi dirigido a José Roberto Arruda (PSD), acusado por Celina de não compreender o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Celina colocou duas cifras frente a frente: o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões negociado para capitalizar o BRB e os R$ 20 bilhões que, segundo ela, poderiam ser desembolsados pelo FGC caso o Banco Central decretasse a liquidação da instituição. “Por que, em vez de emprestar R$ 6,6 bilhões, você quer deixar o banco ser liquidado e pagar R$ 20 bilhões?”, questionou. Pelo acordo homologado no Supremo Tribunal Federal, o dinheiro seria emprestado ao Distrito Federal, que o transformaria em capital do banco. O valor de R$ 20 bilhões é uma estimativa apresentada pela governadora e não consta como cifra oficial do acordo.

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A operação já percorreu o caminho jurídico e legislativo: foi homologada no STF, aprovada pela Câmara Legislativa por 11 votos a 9 e transformada em lei. O dinheiro, porém, ainda não chegou. Diante da demora do FGC e das instituições responsáveis pela estruturação das garantias, o GDF voltou ao Supremo, e o ministro Luiz Fux marcou nova audiência para 13 de agosto. Durante o debate, os adversários cobraram a divulgação dos balanços e mais transparência; Celina argumentou que a capitalização precisa ocorrer primeiro para impedir o agravamento da situação patrimonial do banco.

A governadora também cobrou dos candidatos ligados ao PT apoio político junto ao presidente Lula e lembrou que o patrimônio previdenciário dos servidores está exposto ao BRB. O Iprev-DF detém aproximadamente 12,33% das ações da instituição, participação que sofreria diretamente com uma eventual liquidação. “Eles estão preocupados com a campanha, não estão preocupados em salvar o banco”, disparou Celina. Ao fim da entrevista, ficou estabelecida a linha que ela pretende levar à campanha: enquanto a oposição questiona a conta, o governo sustenta que já colocou uma solução concreta na mesa.

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