A paralisação dos rodoviários da empresa Amazônia Inter, responsável pela operação do transporte coletivo entre a cidade de Planaltina de Goiás e o Distrito Federal, continua afetando milhares de passageiros que dependem do sistema para o deslocamento diário.
A greve foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira, dia 18 de junho, e a retomada das atividades operacionais está estritamente condicionada ao pagamento imediato dos salários atrasados dos trabalhadores.
Durante a manhã, apenas oito veículos da frota permaneceram em circulação, reduzindo drasticamente a capacidade logística do transporte na região do Entorno e provocando um gargalo significativo na mobilidade urbana.
O advogado que representa a categoria, Oseias Ramos, informou que a direção da concessionária de transporte se comprometeu a realizar o depósito de todos os valores pendentes até as 17h de hoje.
Contudo, os motoristas e cobradores demonstram profunda desconfiança em relação ao anúncio patronal, relatando que promessas semelhantes de regularização financeira já foram feitas anteriormente sem que o acordo fosse efetivamente cumprido.
O cenário gera aflição direta entre os profissionais do setor, muitos dos quais já enfrentam dificuldades agudas para arcar com despesas básicas de subsistência, acumulando faturas essenciais de água, energia elétrica e telefone vencidas devido à inadimplência persistente da empregadora.
Em resposta à mobilização dos trabalhadores, a Amazônia Inter Turismo emitiu um comunicado oficial declarando que monitora a paralisação desde as primeiras horas do dia e que vem adotando todas as medidas administrativas possíveis para restabelecer o serviço, mantendo a expectativa de uma retomada gradual das operações ainda no período da tarde.
A companhia também adotou uma postura incisiva ao afirmar que buscará o reconhecimento da ilegalidade do movimento paredista junto ao Poder Judiciário, argumentando a necessidade de garantir a continuidade do transporte público essencial.
A concessionária garantiu que está em processo de regularização das pendências funcionais e mantém diálogo aberto.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres foi acionada pela imprensa para comentar a crise na logística intermunicipal, mas não emitiu nenhum posicionamento oficial sobre o impasse até o momento.




