De vereador ao Palácio: TSE registra a sexta candidatura de Daniel Vilela em Goiás

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Governador tenta agora conquistar nas urnas o cargo que assumiu após a saída de Ronaldo Caiado; trajetória eleitoral começou em 2008 e inclui uma derrota pelo governo antes da aliança com o antigo adversário

 

Daniel Vilela (MDB) chega às eleições de 2026 acumulando sua sexta candidatura registrada na Justiça Eleitoral. Desta vez, aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como candidato a governador de Goiás, número 15, tendo Luiz do Carmo (PSD) como vice na coligação Pra Goiás Seguir em Frente. O pedido está, neste momento, aguardando julgamento. Vilela declarou patrimônio de R$ 5.627.385,99, composto principalmente por créditos decorrentes de empréstimos, terreno, participação societária, terras e 301 bovinos.

 

A sequência registrada nos dados eleitorais ajuda a contar uma ascensão praticamente degrau por degrau. Em 2008, Daniel foi eleito vereador de Goiânia com 8.283 votos. Dois anos depois, conquistou mandato de deputado estadual, com 36.382 votos. Em 2014, avançou para a Câmara dos Deputados, eleito deputado federal com 179.214 votos. A primeira tentativa de chegar diretamente ao Palácio das Esmeraldas ocorreu em 2018: recebeu 479.180 votos, ou 16,14% dos válidos, mas foi derrotado no primeiro turno por Ronaldo Caiado. A trajetória parlamentar é confirmada também pelos registros da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados.

 

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A virada mais curiosa dessa história eleitoral ocorreu quatro anos depois da derrota. Em 2022, Daniel deixou de enfrentar Caiado para compor com ele: foi registrado como candidato a vice-governador e a chapa venceu no primeiro turno, com 1.806.892 votos, equivalentes a 51,81% dos votos válidos. Vilela tomou posse como vice em janeiro de 2023 e, em 31 de março de 2026, assumiu definitivamente o governo após a saída de Caiado. O registro oficial do Governo de Goiás confirma Daniel no comando do Executivo estadual desde essa data.

 

Assim, a candidatura de 2026 fecha, por enquanto, um arco político de 18 anos: vereador, deputado estadual, deputado federal, candidato derrotado ao governo, vice-governador eleito e governador por sucessão. Agora, Daniel Vilela procura transformar a chegada administrativa ao Palácio das Esmeraldas em mandato conquistado diretamente nas urnas. O detalhe institucional é importante: registro apresentado não significa candidatura definitivamente deferida; enquanto a Justiça Eleitoral não concluir o julgamento, o sistema do TSE mantém sua situação como “aguardando julgamento”.

 

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