Decisão reconhece provisoriamente filiação retroativa a 4 de abril; empresário articula candidatura presidencial, mas ainda enfrenta condenação que o mantém inelegível
Pablo Marçal conseguiu neste sábado, 15 de agosto, uma decisão liminar da Justiça Eleitoral que determinou sua reinclusão provisória nos quadros do PRTB. A medida recoloca o empresário no partido pelo qual disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e abre, literalmente na última hora, a possibilidade de o PRTB tentar registrá-lo para a Presidência da República. A legenda havia escolhido seu presidente nacional, Leonardo Avalanche, para a corrida ao Planalto, mas passou a discutir uma eventual substituição.
A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba, e determinou que a filiação de Marçal ao PRTB produza efeitos retroativos a 4 de abril de 2026, data necessária para o cumprimento do prazo mínimo de filiação partidária. O relógio eleitoral, porém, corre contra a articulação: o Tribunal Superior Eleitoral estabelece este sábado, até as 19h, como prazo final para o registro das candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República. A liminar é provisória e pode ser modificada posteriormente.
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O retorno ao PRTB, contudo, resolve apenas uma das barreiras de Marçal. O empresário continua inelegível em razão de condenação eleitoral relacionada à campanha paulistana de 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo já analisou diferentes ações envolvendo Marçal — inclusive revertendo uma das condenações —, mas ele permanece atingido por decisão de inelegibilidade em outro processo, situação que sua defesa tenta derrubar nas instâncias superiores. Assim, uma eventual apresentação de seu nome pelo PRTB não significará registro automaticamente aprovado.
Politicamente, a movimentação pode alterar a configuração da corrida presidencial às vésperas do início oficial da campanha. Caso o PRTB substitua Avalanche, apresente Marçal ao TSE dentro do prazo e sustente juridicamente sua candidatura, o influenciador poderá tentar transformar a batalha sobre sua elegibilidade em mais um capítulo da própria campanha. Até o fechamento desta reportagem, porém, não havia confirmação pública definitiva de que Marçal seria o candidato presidencial da legenda. O que existe, por enquanto, é uma porta aberta pela liminar — e uma disputa judicial ainda longe de terminar.

