Comentário com referência a facas apareceu às vésperas da agenda presidencial do candidato em Juiz de Fora; Justiça autorizou busca e apreensão e impôs medidas para impedir aproximação
Uma ameaça publicada nas redes sociais contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) terminou em caso de polícia neste sábado, 15 de agosto. A Polícia Legislativa do Senado identificou uma mensagem relacionada à visita que Flávio fará a Juiz de Fora (MG) na segunda-feira (17), justamente a cidade onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018. Após diligências, um morador do município foi alvo de busca e apreensão e levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Não houve ataque físico contra Flávio.
A publicação dizia, em linguagem abreviada, “dessa vez deixa comigo” e trazia emojis de facas, em referência à passagem do candidato pela cidade. O conteúdo foi detectado pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia do Senado, que monitora riscos contra parlamentares durante a campanha. Flávio formalizou representação criminal, as evidências digitais foram preservadas e o caso chegou ao Ministério Público de Minas Gerais. A Justiça autorizou as medidas de busca e apreensão.
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Além da busca, foram determinadas cautelares para impedir que o investigado se aproxime ou mantenha contato com Flávio Bolsonaro, inclusive pelas redes sociais, e para afastá-lo de locais onde ocorram atos e agendas do candidato. A programação de segunda-feira em Juiz de Fora prevê carreata e motociata, caminhada pelo Centro, uma oração no ponto onde Jair Bolsonaro sofreu o atentado de 2018 e, depois, um ato político na Praça da Estação.
O episódio amplia a preocupação com a segurança na campanha presidencial. Flávio já havia afirmado que pretendia dispensar a estrutura de proteção oferecida pela Polícia Federal e vinha utilizando segurança própria e colete à prova de balas em compromissos públicos. Agora, às portas do início oficial da campanha, uma referência à facada de 2018 deixou de ser apenas provocação de rede social e entrou no radar policial e judicial. Em eleição, divergência se resolve na urna; ameaça de violência, na delegacia.

