A expansão explosiva dos aplicativos de transporte e entrega transformou a mobilidade urbana, mas trouxe um custo altíssimo para a segurança viária.
Segundo o recém-lançado Atlas da Violência 2026, as mortes envolvendo motocicletas deram um salto nos últimos anos, passando de 11.182 em 2019 para 15.459 em 2024.
Hoje, as motos respondem por 41,6% de todas as mortes em vias terrestres no Brasil.
Pesquisadores do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que a pressão por produtividade diária e a ausência de proteção social converteram esses trabalhadores em um dos grupos mais vulneráveis ao risco letal no trânsito.
Enquanto a letalidade no trânsito acende um alerta nacional focado na mobilidade, os dados do Atlas revelam um avanço significativo do Distrito Federal no combate à violência criminal.
O DF se destacou positivamente em dois indicadores cruciais sobre o uso de armas:
O DF registrou o menor percentual de homicídios cometidos com armas de fogo no Brasil, respondendo por apenas 40,6% dos casos.
A capital federal apresentou a maior queda do país (-45,9%) na participação de armas de fogo em assassinatos ao longo da última década.
Para conter a escalada de sinistros de trânsito e proteger os condutores de aplicativos, especialistas cobram medidas estruturais.
Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas da Violência, destaca que o uso cada vez mais intensivo das motos pelos jovens exige uma atualização legislativa urgente, acompanhada da melhoria na infraestrutura urbana, reforço na fiscalização e revisão dos limites de velocidade.




