O Irã decidiu suspender todas as comunicações e negociações com os Estados Unidos, anunciando a intenção de bloquear completamente o Estreito de Ormuz e provocando uma escalada dramática em um impasse geopolítico de meses.
De acordo com informações da agência estatal iraniana Tasnim, a retomada do diálogo está condicionada à retirada total de Israel das áreas ocupadas no Líbano e ao fim das operações militares tanto no território libanês quanto na região de Gaza.
O bloqueio da via navegável e a potencial ativação de outras frentes estratégicas, como o Estreito de Bab al-Mandeb, foram declarados pela frente de resistência como formas de retaliação direta.
Essa postura extrema desfaz recentes avanços diplomáticos, incluindo a suspensão de uma operação naval americana pelo presidente Trump no início de maio e as reiteradas tentativas de mediação do Qatar.
A ameaça iraniana agrava consideravelmente a situação do mercado internacional de petróleo, que já enfrenta um esgotamento sem precedentes de seus estoques globais.
Dados da Agência Internacional de Energia apontam uma redução de quatro milhões de barris por dia entre os meses de março e abril, enquanto estimativas do Goldman Sachs indicam que o encolhimento alcançou um recorde de 8,7 milhões de barris diários ao longo de maio.
Executivos de grandes companhias do setor, como os da ExxonMobil e da Chevron, alertaram que os preços da commodity podem ultrapassar a marca de 150 dólares por barril nas próximas duas a três semanas caso as reservas cheguem ao seu limite crítico.
Paralelamente, a crise energética ganha novos contornos com a decisão da Rússia de proibir as exportações de combustível de aviação até o dia 30 de novembro, uma medida inédita adotada para estabilizar o mercado interno após ataques de drones ucranianos comprometerem severamente a capacidade de processamento das refinarias russas.




