A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação para desarticular um esquema milionário de fraudes cibernéticas no sistema do Detran-DF.
Agentes cumpriram cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão no DF, Goiás, Piauí e Rio Grande do Sul.
O grupo criminoso é suspeito de invadir o banco de dados do órgão de trânsito para realizar mais de 600 transações irregulares, incluindo a transferência fraudulenta de veículos e a retirada ilegal de multas e restrições viárias.
As investigações revelaram que o esquema era chefiado por um próprio servidor do Detran-DF.
O processo funcionava com a ajuda de despachantes, que cooptavam motoristas interessados em burlar a lei cobrando cerca de R$ 2 mil pelo serviço ilícito.
Os pagamentos eram depositados na conta da esposa do servidor investigado. Inicialmente, o grupo utilizou a senha de uma colega de trabalho, que notou as movimentações estranhas durante suas folgas e denunciou o caso.
Após perderem essa senha, os criminosos conseguiram criar “usuários fantasmas” com permissões administrativas no sistema para dar continuidade às fraudes, movimentando aproximadamente R$ 1 milhão.
Em nota, o Detran-DF afirmou que tomou conhecimento das invasões por meio de seu monitoramento interno e que tem atuado em conjunto com a inteligência da PCDF.
O departamento destacou que está reforçando a segurança cibernética com autenticação multifator e revisão de perfis de acesso.
O servidor envolvido será afastado e responderá a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), correndo o risco de demissão, além de responder criminalmente por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos.




