EUA impõem expulsão de delegado da PF ligado ao caso Ramagem

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EUA mandam recado à PF após caso Ramagem

O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra um delegado da Polícia Federal brasileira ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, em um episódio que amplia o desgaste diplomático e político em torno da cooperação entre os dois países. Nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado norte-americano, informou que pediu a saída do “funcionário brasileiro relevante” do território americano, sob a alegação de tentativa de usar o sistema migratório dos EUA para contornar pedidos formais de extradição e prolongar uma “caça política” em solo americano.

O nome apontado nas reportagens é o do delegado Marcelo Ivo de Carvalho. Segundo as informações publicadas, ele atuava desde 2023 como representante da PF junto ao serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, em ações de cooperação internacional. A própria trajetória funcional do delegado aparece em documentos públicos da Polícia Federal e em perfil profissional disponível na internet, que o identificam como delegado de carreira e ex-superintendente regional da corporação.

O caso ganhou dimensão maior porque a prisão de Ramagem, ocorrida em Orlando, em 13 de abril, havia sido apresentada pela própria Polícia Federal como resultado de “cooperação internacional” com autoridades policiais americanas no combate ao crime organizado. Dias depois, porém, o ex-parlamentar foi liberado, e a narrativa passou a ser publicamente contestada, agora com um gesto duro vindo de Washington. O contraste é evidente: o que Brasília tratou como parceria operacional virou, na leitura americana exposta publicamente, um abuso do sistema migratório.

Na prática, o episódio produz dois efeitos imediatos. O primeiro é político: reforça o embaraço em torno da condução do caso Ramagem, que já vinha cercado de controvérsia desde a prisão e posterior soltura. O segundo é diplomático: um comunicado desse teor, vindo de um órgão do Departamento de Estado, não costuma ser trivial. É um recado formal, com cheiro de crise e barulho de constrangimento internacional.

Até o momento localizado nas fontes consultadas, nem a Polícia Federal nem o Itamaraty haviam apresentado manifestação oficial pública sobre o pedido de saída do delegado. Esse silêncio, em casos assim, costuma falar alto — às vezes mais alto do que a nota que não veio.

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