Crise no Oriente Médio cancela mais 56 voos no Golfo

Foto: Pixabay
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Quase dois meses após o início dos conflitos envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, o caos no setor aéreo do Oriente Médio continua causando transtornos globais.

Apenas nesta semana, companhias como FlyDubai, Gulf Air e EgyptAir acumularam 51 suspensões e diversos atrasos em suas programações nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito, Catar e Arábia Saudita.

A nova rodada de cancelamentos agrava uma crise que tem deixado milhares de passageiros à espera e elevado drasticamente os preços das passagens nas principais rotas intercontinentais.

As perturbações severas tiveram início no final de fevereiro, quando o fechamento do espaço aéreo regional paralisou mais de 32 mil voos nos primeiros dias do conflito.

Embora um cessar-fogo estabelecido em 8 de abril tenha gerado expectativas de melhora, a recuperação do setor tem se mostrado frágil e desigual.

O Aeroporto Internacional de Dubai chegou a operar com cerca de 60% de sua capacidade após danos estruturais, e diversas companhias aéreas ainda enfrentam restrições de voo, aguardam autorizações governamentais ou optam por cancelar programações mensais inteiras visando a segurança operacional.

O estrangulamento logístico abriu espaço para um forte aumento de custos repassado aos viajantes.

Os preços do combustível de aviação dispararam impulsionados pelo temor de interrupções no fornecimento pelo Estreito de Ormuz, saltando de 87 dólares o barril no início de fevereiro para picos de até 200 dólares em março.

Companhias aéreas de fora da zona de conflito aproveitaram a alta demanda e a redução de mais de 56% na capacidade das empresas do Oriente Médio para aplicar sobretaxas e elevar as tarifas de longo curso em até 30%.

Sem uma perspectiva clara de normalização, companhias da Europa e da Ásia começaram a transformar pausas temporárias em suspensões prolongadas, com cancelamentos de rotas importantes para o Golfo previstos para durar pelo menos até o mês de outubro.

Enquanto as restrições no espaço aéreo persistirem e os custos de combustível continuarem elevados, o papel estratégico do Oriente Médio como o principal corredor de aviação entre o leste e o oeste seguirá comprometido.

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