A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu o argentino David Juan Manuel Corbalan, de 47 anos, no bairro do Flamengo, na Zona Sul carioca, após trabalho de inteligência da 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana. Contra ele havia mandado de prisão preventiva pelos crimes de estelionato e furto qualificado. O caso foi divulgado nesta quarta-feira, 1º de julho, e expõe mais uma modalidade de crime em que a confiança vira porta de entrada para o prejuízo — o romance, nesse roteiro, era só a isca.
Segundo as investigações, Corbalan teria se apresentado à vítima como um herdeiro árabe com bens bloqueados. A narrativa foi suficiente para conquistar a confiança da mulher e convencê-la a fazer 269 transferências bancárias entre 2023 e 2024, em valores que somaram cerca de R$ 1 milhão. A Polícia Civil aponta que o dinheiro era movimentado também por meio de contas bancárias registradas em nome de outras ex-namoradas, o que reforça a suspeita de um esquema repetido e calculado.
Além do golpe financeiro, os investigadores afirmam que o argentino teria aproveitado o período em que a vítima estava internada para uma cirurgia cardíaca para furtar bens do apartamento dela, incluindo joias, eletrônicos e documentos. O inquérito também menciona histórico de crimes semelhantes desde 2015, em diferentes estados brasileiros, e aponta que o suspeito já teria sido preso na Argentina por prática parecida.
A prisão preventiva foi sustentada pelo risco de fuga, após indícios de que Corbalan estaria vendendo pertences para deixar o país. Segundo relatos da investigação, ele teria dito aos policiais que pretendia seguir para São Paulo. O caso agora segue sob apuração, com o argentino investigado por estelionato continuado e furto qualificado pelo abuso de confiança — uma combinação criminosa que mostra como golpes afetivos podem começar com conversa mansa e terminar em delegacia.
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