Vídeo: Flávio rompe silêncio, enquadra Paulo Figueiredo e tenta salvar ponte com mulheres em Brasília

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O senador Flávio Bolsonaro subiu o tom nesta quarta-feira, em Brasília, para tentar estancar uma crise que já havia passado da fase do constrangimento e entrado no território do prejuízo eleitoral. Diante da repercussão da fala de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino, Flávio foi direto: “Quero repudiar violentamente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Não concordo com o que ele falou. Completamente equivocado”. A frase não foi casual. Foi recado público, calculado e com endereço certo.

Flávio fez questão de separar a própria pré-campanha do influenciador, embora tenha reconhecido que Figueiredo atua em pautas nos Estados Unidos ao lado de Eduardo Bolsonaro. “Ele não faz parte da nossa campanha”, afirmou. Em seguida, tentou desmontar a tentativa de colar nele uma fala que, politicamente, virou granada sem pino: “Eu não tenho responsabilidade sobre o que ele fala”. Na política, porém, às vezes a frase não é sua, mas o estrago bate na sua porta. E bateu.

O senador disse ter se sentido pessoalmente ofendido pela generalização feita por Figueiredo. “A minha esposa também está incluída nesse pacote de mulheres que não sabem votar”, declarou. Depois, mudou o eixo da discussão e assumiu a responsabilidade pelo desafio eleitoral: “Se as pesquisas mostram que tem muitas mulheres que ainda não estão votando conosco, é falta de competência minha. É falta de comunicação”. Foi uma tentativa explícita de trocar a acusação pela autocrítica — menos dedo em riste, mais microfone aberto.

No encerramento, Flávio buscou transformar crise em plataforma. Disse que a direita precisa dialogar melhor com as mulheres, apresentar propostas e provar que pode protegê-las e valorizá-las. “Não é acusando as mulheres de não saberem votar”, afirmou. “Vai ser o mandato que mais vai proteger e valorizar as mulheres na história desse país.” O discurso chega depois de dias turbulentos no PL, com Michelle Bolsonaro fora do comando do PL Mulher e o voto feminino no centro da disputa. Como já mostrou o DFMobilidade nas matérias “Michelle apoia Flávio, mas deixa dúvida sobre candidatura ao Senado” e “Se Flávio é Arruda, todos são Michelle e Celina”, a crise deixou de ser apenas familiar: virou teste de sobrevivência política.

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