Elia Júnior reclama de ter sido ignorado em coletiva e expõe clima de privilégio na Seleção

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A vitória do Brasil sobre o Japão por 2 x 1, em Houston, ainda ecoava como alívio nacional quando a coletiva de Carlo Ancelotti virou assunto fora das quatro linhas. Elia Júnior, jornalista da Band e veterano em coberturas de Copa, fez um desabafo em vídeo após afirmar que passou cerca de 20 minutos com o braço levantado sem conseguir fazer uma pergunta ao técnico da Seleção. O alvo direto da crítica foi a comunicação da CBF, comandada por Fábio Seixas, acusada por ele de ignorar sua participação na entrevista.

O episódio ganhou força porque Elia não é um aventureiro de microfone na mão. A própria Band registrou recentemente que ele chegou à décima cobertura de Copa do Mundo, uma marca que, no mínimo, mereceria tratamento profissional — não um chá de cadeira com crachá. No desabafo, o jornalista disse ter se sentido desrespeitado e criticou o que chamou de preferência por perguntas menos incômodas. Até o momento da checagem, não foi localizada manifestação pública da CBF ou de Fábio Seixas sobre a acusação.

A coletiva ocorreu depois de uma virada dramática da Seleção. O Japão saiu na frente com Kaishu Sano, Casemiro empatou no segundo tempo e Gabriel Martinelli marcou nos acréscimos, garantindo a classificação brasileira. Ancelotti atribuiu a reação à paciência da equipe e a ajustes feitos depois do intervalo. Ou seja: dentro de campo, o Brasil encontrou resposta; fora dele, a comunicação da Seleção parece ter saído da zona mista carregando uma pergunta indigesta no bolso.

O caso também reacende uma discussão antiga sobre o controle de acesso nas coletivas da Seleção e o peso das grandes emissoras na cobertura esportiva. Nas redes, a expressão “CBF da Globo” viralizou como crítica política e midiática, mas não há comprovação pública de que a Globo tenha interferido na ordem das perguntas. O fato concreto é que Elia Júnior se sentiu preterido e transformou o silêncio da coletiva em barulho nacional. Como o DFMobilidade já mostrou nas matérias Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos e sobrevive ao primeiro mata-mata da Copa e Celina assiste Brasil x Japão em família e mostra Brasília em clima de Copa, a vitória brasileira teve drama dentro e fora do campo — só faltava a coletiva virar prorrogação.

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