Grupo busca proteção para reorganizar o passivo após prejuízo de R$ 10,1 bilhões; empresa afirma que lojas e canais digitais continuarão funcionando
O Grupo Casas Bahia protocolou neste domingo, 16 de agosto, um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O processo reúne a holding e outras nove empresas, incluindo Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia e a fabricante de móveis Bartira. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador, mas ainda deverá ser ratificada em assembleia. A companhia afirma que pretende manter as operações sem interrupções relevantes. Confira o comunicado oficial.
Na ação, o grupo declarou passivos de R$ 17,3 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 16,4 bilhões são devidos a credores sem garantia, R$ 754 milhões correspondem a obrigações trabalhistas e R$ 154 milhões envolvem micro e pequenas empresas. A rede também solicitou medidas urgentes para suspender execuções por 180 dias, impedir o vencimento antecipado de contratos e preservar o fluxo de recebimentos por cartões e Pix. Veja os detalhes do pedido.
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O tamanho da crise apareceu no balanço do segundo trimestre de 2026: prejuízo líquido de R$ 10,117 bilhões, diante de R$ 555 milhões no mesmo período de 2025. Embora R$ 9,1 bilhões estejam ligados a efeitos contábeis não recorrentes e sem impacto imediato no caixa, a perda ajustada ainda alcançou R$ 978 milhões. O grupo fechou 298 lojas e atribuiu a deterioração financeira aos juros elevados, à restrição de crédito, ao aumento dos custos e à pressão sobre o consumo. Consulte os resultados do trimestre.
Em 2024, a empresa já havia renegociado R$ 4,07 bilhões por meio de uma recuperação extrajudicial homologada pela Justiça de São Paulo. Agora, a companhia recorre a um processo judicial mais amplo para tentar evitar a falência e alongar suas obrigações. A rede que transformou o crediário em símbolo nacional enfrenta, desta vez, sua prestação mais cara: recuperar a confiança de fornecedores, trabalhadores e consumidores.




