O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4 de outubro, que não há qualquer indicativo concreto de interferência internacional nas eleições brasileiras de 2026. Segundo o magistrado, as equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos não identificaram ameaça externa capaz de comprometer o processo eleitoral.
A declaração foi dada durante o balanço parcial do primeiro turno, em Brasília. Nunes Marques afirmou que o TSE não recebeu informações da Polícia Federal (PF) ou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontando risco efetivo de ingerência estrangeira. O ministro também ressaltou que a votação transcorria dentro da normalidade e defendeu a segurança e a transparência do sistema eletrônico de votação.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que veio a público que a PF realiza uma apuração preliminar sobre uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral, após representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU). A existência da apuração, porém, não significa que a interferência tenha sido comprovada; até o momento da declaração do presidente do TSE, não havia elemento concreto apontando ameaça ao pleito.
No balanço operacional, a Justiça Eleitoral informou ainda que 1.121 urnas haviam sido substituídas, equivalente a cerca de 0,2% do total. Até o início da tarde, 59 pessoas haviam sido conduzidas por suspeitas de crimes eleitorais e aproximadamente R$ 383,6 mil em dinheiro haviam sido apreendidos. Para Nunes Marques, os números não alteravam o cenário de normalidade registrado durante a votação.




