A Seleção Brasileira inicia neste sábado, 13 de junho, sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O jogo abre a participação do Brasil no Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia.
A estreia carrega peso técnico, simbólico e emocional. O Brasil chega ao Mundial sob o comando de Carlo Ancelotti, técnico acostumado a grandes decisões e agora diante de uma cobrança muito brasileira: transformar elenco, camisa e tradição em resultado. Em Copa, currículo ajuda, mas não entra em campo de chuteira.
O adversário não é figurante. O Marrocos consolidou novo patamar no futebol mundial depois da campanha histórica de 2022, quando se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. A Fifa registra o feito como marco para o futebol africano e árabe, depois de vitórias sobre seleções tradicionais na caminhada até a semifinal no Catar.
A partida também marca o primeiro grande teste competitivo da era Ancelotti em Mundial. O treinador assumiu a Seleção com a missão de reorganizar o time, recuperar confiança e conduzir o Brasil à busca pelo sexto título. Segundo o GPS Brasília, além da expectativa pelo desempenho em campo, o confronto será a primeira amostra real do Brasil em um grupo considerado acessível, mas com armadilhas suficientes para punir qualquer salto alto.
A agenda brasileira na primeira fase já está definida. Depois do duelo contra os marroquinos, a Seleção volta a campo no dia 19 de junho contra o Haiti, na Filadélfia. O encerramento da fase de grupos será em 24 de junho, diante da Escócia, em Miami.
No DFMobilidade, a cobertura da Copa já destacou que o Brasil caiu em uma chave com Marrocos, Escócia e Haiti, em um Mundial ampliado para 48 seleções e 104 partidas. O torneio começou com festa no México, onde os donos da casa venceram a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca, em reencontro histórico entre as duas seleções que também abriram a Copa de 2010.
A mobilização também chegou ao Distrito Federal. O DFMobilidade mostrou que os ônibus do DF terão reforço nos dias de jogos do Brasil, com coletivos extras a partir das 16h neste sábado, em razão da expectativa de aumento da demanda antes da estreia da Seleção. A medida busca acomodar o deslocamento de torcedores e trabalhadores em um dia em que Brasília também muda o ritmo para acompanhar a bola.
Outro ponto de atenção no DF é a segurança. Em matéria relacionada, o DFMobilidade registrou alerta do Governo do Distrito Federal sobre o risco de aumento nos casos de violência doméstica durante jogos da Copa. A Secretaria da Mulher do DF destacou que grandes competições esportivas historicamente elevam os registros de agressões no ambiente doméstico, com rede de apoio em funcionamento.
Dentro de campo, a estreia vale mais que três pontos. Vale confiança, ambiente e autoridade em uma Copa na qual a Seleção entra novamente carregando o peso da camisa mais vencedora do futebol mundial. Contra um Marrocos organizado, competitivo e já acostumado a incomodar gigantes, o Brasil terá de confirmar favoritismo com futebol, não apenas com história.
A caminhada pelo hexa começa em Nova Jersey. E, como toda estreia de Copa, vem com ansiedade, cobrança e uma certeza: para o torcedor brasileiro, jogo de abertura da Seleção nunca é apenas jogo. É quase expediente nacional com bola rolando.






