O Departamento de Trânsito do Distrito Federal, com o apoio operacional da Polícia Militar, deflagrou na noite desta terça-feira, 16 de junho, mais uma edição da Operação Sossego na região de Taguatinga.
A fiscalização ocorreu entre as 21h e as 23h30, concentrando-se na altura da QNL, onde foram montados dois pontos estratégicos de bloqueio.
O objetivo principal da ação foi monitorar a segurança viária e coibir infrações de trânsito, focando na redução de acidentes e no controle da poluição sonora gerada por veículos irregulares.
Durante o período da operação, as equipes de trânsito realizaram a abordagem direta de 160 motociclistas.
O balanço da fiscalização revelou dados alarmantes sobre o transporte profissional irregular, com o flagrante de 12 condutores pilotando sem possuir a devida qualificação legal.
Deste total, dez exerciam a atividade de entregadores por aplicativo no exato momento da parada, o que chamou a atenção das autoridades de segurança para o risco iminente que esses trabalhadores não habilitados impõem à própria integridade física, aos pedestres e aos demais usuários das vias urbanas de Brasília.
Além da ausência de habilitação, a operação ostensiva registrou outras violações significativas ao código de trânsito, incluindo dez motocicletas transitando com o sistema de escapamento alterado para produzir ruídos excessivos e seis veículos operando com sistemas de iluminação irregulares.
Os agentes também autuaram cinco condutores com a habilitação já vencida, um motociclista utilizando calçado considerado inadequado para a pilotagem segura e outras 15 infrações de naturezas diversas.
Para garantir a efetividade e a fluidez da ação, o aparato logístico mobilizado contou com o emprego de 11 viaturas e três guinchos do órgão de trânsito, além de uma viatura de apoio ostensivo da polícia militar.
Esta intervenção reflete a necessidade contínua de ordenamento do tráfego nas regiões administrativas, especialmente diante do crescimento acelerado da malha logística impulsionada pelos serviços de entrega por aplicativo.
A falta de regulamentação rigorosa e o desrespeito às normas básicas de circulação por parte de alguns condutores geram não apenas um desconforto sonoro para a população, mas também um aumento direto nos índices de sinistros urbanos, exigindo do Estado uma postura ativa na fiscalização e na proteção à vida.




