A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, primeiro de junho, uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação comercializado para as distribuidoras em suas refinarias.
Essa queda representa uma diminuição real de noventa e três centavos por litro, estabelecendo o novo valor do combustível entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro, dependendo da unidade de refino da companhia.
O reajuste mensal, realizado tradicionalmente no primeiro dia de cada mês, quebra um ciclo recente de três aumentos sucessivos impulsionados por tensões geopolíticas internacionais.
A mudança traz um alívio financeiro direto para o planejamento das companhias aéreas e operadoras de helicópteros, visto que o insumo responde por cerca de 45% dos custos operacionais totais do setor de transporte aéreo nacional.
A inversão na curva de preços reflete uma atenuação no cenário de elevação das cotações internacionais do petróleo.
Nos meses anteriores, os reajustes acentuados foram provocados pelos reflexos do conflito no Oriente Médio, que gerou o bloqueio temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas globais por onde escoava aproximadamente 20% da produção mundial de óleo e gás.
Apesar da redução atual, o acumulado do ano ainda registra uma escalada de 54,5% no preço do combustível nas refinarias nacionais.
Para mitigar esses impactos e dar fôlego ao fluxo de caixa das empresas de aviação, a estatal confirmou que manterá a opção de parcelamento das compras do querosene em até seis vezes mensais, garantindo simultaneamente o atendimento integr
al dos volumes solicitados para o mês de junho, sem qualquer risco de desabastecimento nos aeroportos.
A iniciativa da Petrobras soma-se a um pacote de medidas articulado pelo governo federal para conter o impacto dos derivados de petróleo na economia.
No último sábado, o Palácio do Planalto confirmou a prorrogação por mais dois meses da desoneração do PIS/Cofins incidente sobre o combustível, estendendo o alívio tributário até o dia 31 de julho.
Adicionalmente, as empresas de transporte aéreo ganharam uma carência especial da Força Aérea Brasileira para o pagamento das tarifas de navegação referentes ao terceiro trimestre, cujos vencimentos foram postergados para dezembro.
Essas ações coordenadas buscam preservar a sustentabilidade e a competitividade do mercado de aviação no país, mantendo o fornecimento regular mesmo em um ambiente de livre concorrência onde a estatal detém cerca de 85% da produção nacional.




