Nesta segunda-feira, primeiro de junho, a concessão da Rodoviária do Plano Piloto completa seu primeiro ano sob a gestão da Concessionária Catedral.
O terminal, que recebe cerca de 700 mil pessoas diariamente, registrou um salto significativo na aprovação dos usuários, passando de 45,61% para 86,13%.
Essa mudança reflete intervenções diretas na infraestrutura, na segurança e na organização econômica do espaço, marcando a transição do modelo de administração direta para a gestão por resultados.
A recuperação da mobilidade interna foi uma das primeiras ações sentidas pelo público. Gargalos históricos foram solucionados com a reativação e a manutenção preventiva ininterrupta de todas as doze escadas rolantes e dos elevadores.
Além disso, foi implementado um novo Centro de Controle Operacional totalmente integrado às bases de dados da Secretaria de Transporte e Mobilidade.
Isso permite o cruzamento de dados operacionais e auditorias em tempo real sobre fluxos de embarque e horários.
As obras estruturais também avançam, com a recuperação dos pilares já concluída e as equipes focadas agora nas vigas e lajes.
Os banheiros estão em processo de reforma para atingir um padrão comparável ao de aeroportos, e o próximo grande passo será a construção do novo terminal do BRT.
No quesito segurança e acessibilidade, a percepção positiva no complexo saltou mais de 53 pontos percentuais.
A sensação de abandono deu lugar a um ambiente monitorado, contando agora com 62 câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento facial.
A reorganização do espaço físico e a desobstrução dos corredores facilitaram o trânsito de pessoas com deficiência física e visual, permitindo inclusive que educadores voltem a utilizar a rodoviária para aulas de orientação e mobilidade.
O espaço também agregou serviços essenciais de acolhimento, como uma sala multissensorial para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, sala de amamentação devidamente equipada, fraldário e um ambiente focado no suporte emocional.
Toda essa mudança estrutural passou diretamente por um processo de formalização humanizada do comércio local, realizado em parceria com o Governo do Distrito Federal e o Sebrae.
Antigos ambulantes, que antes sofriam com a informalidade e a perda de mercadorias, foram regularizados e agora operam quiosques e carrinhos padronizados.
Com isso, o complexo consolidou-se como um polo comercial formalizado, abrigando 150 lojas oficiais que geram emprego direto para aproximadamente 450 trabalhadores, os quais passaram do regime de permissionários para locatários legais.
Apesar da gestão física do espaço ter passado para a iniciativa privada, o controle do sistema de transporte, incluindo a operação dos ônibus, a política tarifária e a regulação das linhas, permanece estritamente sob o comando do Governo do Distrito Federal.
A Secretaria atua fiscalizando e remunerando a concessionária com base na entrega de resultados e indicadores de desempenho.




