Lufthansa encerra operações da subsidiária CityLine devido à crise de combustível

Foto: Pixabay
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A Lufthansa anunciou o encerramento definitivo e antecipado de sua subsidiária regional CityLine.

A decisão entra em vigor neste sábado (18/04), com a paralisação imediata de todos os 27 aviões da frota.

O fechamento da unidade, que estava planejado para ocorrer apenas no final de 2026, foi drasticamente acelerado pelo aumento acentuado nos preços do querosene de aviação e pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

O cenário financeiro da subsidiária já vinha sendo agravado por greves contínuas de pilotos e tripulantes.

Além de liquidar a CityLine, o grupo alemão adotou outras medidas severas de contenção.

A companhia vai aposentar quatro aeronaves do modelo A340-600 e duas do modelo 747-400 até o fim do calendário de verão, além de cortar a oferta de voos de curta e média distância durante o inverno.

Embora a maior parte do combustível consumido pela empresa esteja protegida por contratos de valor fixo, a parcela restante precisa ser adquirida no mercado aberto com preços exorbitantemente inflacionados pela crise global.

O problema possui raízes estruturais ligadas às perturbações no Estreito de Ormuz, que afetaram severamente o tráfego marítimo e retiraram uma parcela significativa do fornecimento de petróleo de circulação, reduzindo também a capacidade de refino.

Agências do setor de energia alertam que a Europa pode enfrentar uma onda de cancelamentos de voos em breve à medida que as reservas de querosene diminuem no continente.

A projeção técnica é de que a normalização do abastecimento leve meses, ameaçando diretamente a alta temporada de viagens.

O choque atinge companhias em todos os continentes.

Na Nigéria, associações do setor alertaram que as empresas aéreas poderão suspender todos os voos domésticos na próxima semana se não houver alívio imediato, após o valor do combustível disparar mais de trezentos por cento.

O mercado asiático e o europeu também sofrem baixas profundas, com empresas registrando milhões em prejuízos, repassando sobretaxas de combustível aos passageiros e cancelando rotas que se tornaram subitamente inviáveis.

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