Uma iniciativa tecnológica desenvolvida no Distrito Federal propõe uma nova abordagem para o envelhecimento ativo.
O projeto Lady Health 3.0, conduzido pelo Centro Integrado de Ensino e Pesquisa UniSER da Universidade de Brasília (UnB) com fomento da FAPDF, utiliza a gamificação para fortalecer a saúde mental, a autonomia e a conexão social da população idosa.
O projeto baseia-se no uso de serious games, jogos digitais projetados com propósitos terapêuticos e educacionais, para combater quadros de isolamento, ansiedade e depressão.
A plataforma, de usabilidade intuitiva, atua em frentes estratégicas ao estimular continuamente as funções cognitivas e a regulação emocional dos usuários.

Além disso, a tecnologia amplia o acesso a conteúdos focados em hábitos saudáveis e autocuidado, permite o monitoramento personalizado de indicadores de saúde e promove atividades intergeracionais, integrando de forma colaborativa idosos, estudantes e pesquisadores.
O grande diferencial tecnológico do Lady Health 3.0 é o seu design centrado no usuário.
A plataforma não foi apenas feita para o público idoso, mas construída ativamente em conjunto com ele.
A participação direta dos usuários na concepção e na avaliação do sistema garante uma usabilidade otimizada e uma maior relevância social.
Sob a coordenação da professora Margô Karnikowski, a ferramenta já atingiu o índice de maturidade TRL 8, o que significa que o software superou as etapas iniciais de pesquisa e já se encontra em fase de testes finais, preparando-se para a implementação prática em larga escala no Distrito Federal.
Os resultados e as aplicações práticas do Lady Health 3.0 serão detalhados de forma ampla durante o III Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG 2026).
O evento técnico está programado para ocorrer entre os dias 17 e 19 de junho no Centro Universitário Unieuro, servindo como polo central de conexão para a estruturação de redes de profissionais interessados em saúde digital e longevidade.




