MDB tenta cantar de galo, mas Celina é quem governa com o cofre quebrado por Ibaneis

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Ibaneis cobra protagonismo, mas Celina herda a conta e tenta arrumar a casa

O vídeo gravado pela cúpula do MDB-DF nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, teve aparência de apoio, mas cheiro forte de cobrança política. Ao lado de Wellington Luiz e Baleia Rossi, Ibaneis Rocha reafirmou apoio à governadora Celina Leão, mas usou o pronunciamento para marcar território e avisar que o MDB não pretende ser coadjuvante em 2026.

A fala do ex-governador veio carregada de recados. Ibaneis disse ter enfrentado “decepções”, falou em “realinhamento de posições” e afirmou que o MDB não abrirá mão de suas prerrogativas. O discurso tenta vender unidade, mas entrega incômodo. E, na política, quando alguém precisa repetir que ainda manda, é porque já percebeu que o comando não é mais tão automático assim.

Celina, por sua vez, sai fortalecida do episódio. Mesmo sem aparecer no vídeo, foi o nome em torno do qual toda a cúpula emedebista se organizou. Ibaneis disse que aposta nela como continuidade administrativa, Wellington Luiz reforçou o peso do MDB, e Baleia Rossi avisou que o partido quer espaço na chapa majoritária.

O ponto sensível é que Ibaneis deixou o Governo do Distrito Federal em meio a um cenário político desgastado pela crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. A repercussão do caso ficou como herança incômoda para Celina Leão, que agora tenta reorganizar o ambiente político, administrativo e financeiro deixado pelo ex-governador.

Também pesa o debate sobre as contas públicas. Ao assumir o Palácio do Buriti, Celina recebeu um governo pressionado por cobranças, ruídos internos e desgaste provocado por decisões tomadas na gestão anterior. O “mau feito”, agora, virou tarefa de reparo. E quem aparece tentando arrumar a casa é justamente a governadora.

O vídeo do MDB, portanto, não diminui Celina. Ao contrário: confirma sua centralidade. Ibaneis tenta cobrar espaço, o MDB tenta preservar tamanho, mas é Celina quem está no comando do governo e no centro da sucessão.

No fim, o recado é simples: Ibaneis fala como quem ainda quer conduzir o jogo; Celina governa como quem já recebeu a chave da casa — e, pelo visto, também a conta para pagar.

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