A governadora Celina Leão reagiu, na noite desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, ao vídeo publicado mais cedo pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e por lideranças do MDB, que cobraram protagonismo da legenda no cenário político do Distrito Federal. Em resposta direta, Celina afirmou que “sucessão nunca será submissão” e marcou uma linha política clara entre lealdade institucional e autonomia de governo.
A manifestação ocorreu após Ibaneis divulgar vídeo nas redes sociais falando em “realinhamento de posições” e relatando “muitas decepções” com a atual governadora, embora tenha negado rompimento formal. A reunião contou com a presença de lideranças do MDB, entre elas Wellington Luiz, Baleia Rossi e Rafael Prudente, segundo registros publicados pela imprensa local.
No vídeo de resposta, Celina disse ter recebido a fala de Ibaneis “com muita serenidade” e afirmou ter sido leal durante todo o período em que atuou como vice-governadora. Ela lembrou que esteve ao lado do então governador em momentos difíceis, mas frisou que agora ocupa outra posição institucional.
“Hoje eu não sou mais vice-governadora, eu sou governadora”, declarou.
A governadora também elevou o tom ao afirmar que herdou “uma grave crise no BRB” e “um rombo bilionário nas contas públicas”. Segundo Celina, seu governo tem trabalhado “dia e noite” para enfrentar os problemas, mesmo quando as decisões desagradam setores políticos.
A fala abriu um novo capítulo na tensão entre o Palácio do Buriti e o MDB. Sem citar rompimento, Celina deixou claro que pretende imprimir marca própria à gestão. Para ela, lealdade não significa submissão, mas compromisso com princípios, verdade e população.
“Lealdade para mim é não trair os seus princípios, não fugir da verdade e nunca abandonar a população quando ela mais precisa”, afirmou.
Ao final, Celina buscou se afastar do clima eleitoral e disse que sua prioridade não é a campanha de 2026, mas a solução dos problemas administrativos do Distrito Federal. A frase final teve endereço político evidente.
“Tem muitas pessoas que estão preocupadas com a campanha. Eu estou preocupada em resolver os problemas do Distrito Federal”, concluiu.
A resposta de Celina impõe um recado duro ao MDB: o governo atual pode até ter nascido de uma sucessão, mas não aceita ser tratado como extensão automática do governo anterior. Em política, herança pesa. E, pelo tom da governadora, a fatura agora começou a ser auditada em praça pública.
Acompanhe o DFMobilidade nas redes sociais e fique por dentro dos bastidores da política, mobilidade e poder no Distrito Federal.




