Forte abalo atingiu o oeste do país nesta segunda-feira (10), derrubou prédios, danificou aeroportos e transformou cidades do chamado Eixo Cafeeiro em cenário de destruição
A Colômbia enfrenta nesta segunda-feira, 10 de agosto, uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste do país pela manhã e deixou ao menos 111 mortos e dezenas de feridos. O epicentro foi localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 96 quilômetros. O tremor foi sentido em diferentes regiões colombianas e provocou desabamentos, interrupções de serviços e uma ampla mobilização de equipes de emergência.
Pereira aparece entre as áreas mais castigadas, enquanto Valle del Cauca, Chocó e Manizales também contabilizam vítimas e danos estruturais. Imagens registradas após o terremoto mostram fachadas destruídas, edificações parcialmente desabadas e moradores retirando pessoas dos escombros. Centenas de imóveis foram atingidos e operações em aeroportos precisaram ser suspensas ou restringidas enquanto técnicos avaliam as estruturas. Réplicas foram registradas após o abalo principal, mantendo as autoridades em estado de alerta.
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O terremoto ocorreu às 7h34 no horário local e está entre os mais fortes registrados na Colômbia na última década. A força do movimento foi suficiente para provocar danos em cidades distantes do epicentro. O governo colombiano instalou uma estrutura nacional de comando para coordenar buscas, atendimento hospitalar e assistência às regiões atingidas. Países vizinhos e organismos internacionais começaram a oferecer apoio enquanto equipes trabalham contra o tempo em locais onde ainda há pessoas sob os escombros.
O balanço permanece provisório e pode aumentar à medida que os socorristas chegam às áreas de acesso mais difícil, especialmente no Chocó. A tragédia ocorre poucas semanas depois de fortes terremotos atingirem a vizinha Venezuela e volta a colocar a atividade sísmica do norte da América do Sul no centro das atenções. Na Colômbia, porém, a prioridade agora é outra: localizar sobreviventes, atender os feridos e dimensionar uma destruição que ainda está longe de ter seu tamanho definitivo conhecido.




