Infantino é denunciado ao COI por suspeita de dobrar regras da Copa após pressão de Trump

Foto: Reprodução Fifa
Foto: Reprodução Fifa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi denunciado à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional por supostas violações ao princípio da neutralidade política. A representação foi apresentada pela organização britânica FairSquare, que pede a investigação da proximidade do dirigente com Donald Trump e de uma possível interferência do presidente dos Estados Unidos em decisões da Copa do Mundo de 2026. Infantino integra o COI desde janeiro de 2020 e, por isso, está submetido ao Código de Ética e à Carta Olímpica.

 

O ponto mais explosivo envolve Folarin Balogun. Expulso contra a Bósnia-Herzegovina, o atacante americano deveria cumprir suspensão automática, mas foi liberado pela Fifa para enfrentar a Bélgica. Trump confirmou que telefonou para Infantino e pediu a revisão da punição. A FairSquare sustenta que há indícios de que a entidade esportiva tenha cedido à pressão política, embora ainda não exista comprovação de que Infantino tenha ordenado a mudança. O episódio já havia sido detalhado pelo DFMOBILIDADE em “Trump aperta a Fifa, salva artilheiro dos EUA e põe árbitro brasileiro no olho do furacão” (https://dfmobilidade.com.br/mundo/trump-aperta-a-fifa-salva-artilheiro-dos-eua-e-poe-arbitro-brasileiro-no-olho-do-furacao/).

 

A denúncia não se limita ao cartão vermelho. A organização aponta cinco episódios que considera violações diretas da neutralidade, incluindo manifestações públicas de apoio a Trump, a defesa do republicano para o Nobel da Paz e a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa. Também pede apuração sobre uma plataforma ligada à Copa que teria coletado dados de torcedores por meio de empresas associadas ao grupo político de Trump. No Brasil, outro capítulo do caso foi mostrado em “Filho de Gilmar está no comitê da Fifa que suspendeu punição automática de Balogun” (https://dfmobilidade.com.br/brasil/filho-de-gilmar-esta-no-comite-da-fifa-que-suspendeu-punicao-automatica-de-balogun/).

 

Até a divulgação da representação, Fifa e COI não haviam apresentado resposta pública específica sobre o novo procedimento. A denúncia, por enquanto, não significa condenação, mas aumenta a pressão para que o Comitê Olímpico esclareça se a relação entre Infantino e Trump ultrapassou a diplomacia institucional e entrou no campo da influência política. Quando o apito ganha linha direta com a Casa Branca, a neutralidade já começa a partida perdendo.

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