A Argentina precisou da prorrogação para confirmar o favoritismo e permanecer na disputa pelo bicampeonato mundial. Na madrugada deste domingo (12), a equipe comandada por Lionel Scaloni derrotou a Suíça por 3 x 1, no Kansas City Stadium, nos Estados Unidos, pelas quartas de final. Julián Álvarez e Lautaro Martínez decidiram o confronto no tempo extra e colocaram os argentinos no caminho da Inglaterra na semifinal.
A atual campeã começou melhor e abriu o placar aos 10 minutos. Messi cobrou escanteio com precisão e Alexis Mac Allister apareceu para marcar de cabeça. A vantagem, porém, não trouxe controle absoluto. A Suíça reorganizou a marcação, avançou suas linhas e empatou aos 67 minutos, com Dan Ndoye, recolocando tensão em uma partida que parecia encaminhada para os argentinos.
O jogo mudou aos 72 minutos, quando Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo por simulação, após revisão do VAR, e deixou os suíços com dez jogadores. Mesmo em inferioridade numérica, a equipe europeia resistiu até o fim do tempo regulamentar, amparada pelas defesas de Gregor Kobel. Na prorrogação, porém, a pressão argentina prevaleceu: aos 112, José Manuel López encontrou Julián Álvarez, que acertou uma finalização colocada no ângulo. Aos 120+1, Lautaro Martínez aproveitou um contra-ataque e fechou o placar em 3 x 1.
A Argentina enfrentará a Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta, valendo uma vaga na final. O desgaste, contudo, virou parte da campanha: antes da batalha contra a Suíça, a seleção já havia sobrevivido ao Egito, como mostrou o DFMobilidade em Messi comanda virada dramática e Argentina passa de fase na Copa. O roteiro de sofrimento também apareceu diante de Cabo Verde, relatado em Argentina passa, mas leva calor de Cabo Verde e expõe falhas graves na Copa. A Argentina avança, mas parece determinada a transformar cada classificação em teste cardíaco.




