A cooperação econômica e comercial entre Brasil e Taiwan ganhou destaque na manhã desta terça-feira, 5 de maio de 2026, durante o café da manhã “Brasil-Taiwan: cooperação e estabilidade”, realizado no Rubaiyat Brasília, no Setor de Clubes Esportivos Sul. O encontro, promovido pela Casa Política e pelo Monitor da Democracia, reuniu convidados para discutir caminhos de aproximação, negócios e estabilidade nas relações bilaterais.
O painel teve como moderador Caio Junqueira, analista de política da CNN Brasil, e contou com a participação do pesquisador Mário Machado, conselheiro do Monitor da Democracia. A proposta do encontro foi ampliar o debate sobre as possibilidades de cooperação entre Brasil e Taiwan, especialmente em um cenário internacional marcado por disputas comerciais, rearranjos diplomáticos e busca por novos parceiros estratégicos.
Em entrevista exclusiva ao DFMobilidade, o representante do Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil, Benito Liao, afirmou que Taiwan busca ampliar pontes com o Brasil e explorar novas possibilidades de cooperação. O foco, segundo ele, é transformar a relação em oportunidades concretas para empresas, governos e setores produtivos.
“Queremos estreitar mais as relações bilaterais, porque isso é bom para os dois países”, afirmou Liao.
Um dos pontos centrais da conversa foi o papel do Paraguai como ponte estratégica entre Taiwan e o Mercosul. O país vizinho mantém relações oficiais com Taiwan e, por isso, aparece como possível plataforma de integração produtiva e comercial para empresas interessadas em reduzir custos, ampliar presença regional e acessar mercados vizinhos.
Segundo Liao, o vínculo entre Taiwan e Paraguai pode abrir oportunidades também para o setor empresarial brasileiro. A avaliação é que empresas do Brasil podem se beneficiar de projetos industriais, parcerias produtivas e da localização estratégica paraguaia dentro do Mercosul.
“Como o Paraguai também é um país membro do Mercosul, as empresas brasileiras podem aproveitar esse vínculo entre Taiwan e Paraguai e serem beneficiadas por este projeto”, explicou.
O representante taiwanês também destacou que a cooperação pode contribuir para reduzir custos de produção e fabricação, especialmente para empresas que buscam vender a outros países da região. Na prática, a aproximação entre Taiwan, Paraguai e Brasil pode criar uma rota comercial alternativa para integrar tecnologia, indústria e mercado consumidor sul-americano.
“Pode ser que empresas brasileiras também aproveitem esse projeto para baixar o custo da produção e da fabricação dos produtos para vender a outros países vizinhos”, disse.
A agenda também abriu espaço para discutir a relação de Taiwan com governos locais. Liao afirmou que o Escritório Econômico e Cultural de Taipei pretende manter diálogo com autoridades brasileiras e demonstrou interesse em estreitar laços com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A aproximação com estados e unidades da Federação é vista como caminho para ampliar parcerias práticas em áreas econômicas, culturais e institucionais.
“Gostaríamos de ter mais contatos com o governo brasileiro e também apresentar nossas saudações à governadora, porque isso é muito bom para estreitar as relações, formar uma amizade e uma parceria”, afirmou.
Embora Taiwan esteja no centro de debates geopolíticos globais, a mensagem transmitida no encontro em Brasília foi voltada à cooperação, estabilidade e desenvolvimento. Para o Brasil, especialmente para Brasília, a aproximação pode representar novas oportunidades de negócios, intercâmbio institucional, atração de investimentos e integração com cadeias produtivas internacionais.
Ao tratar do cenário internacional, Liao adotou tom cauteloso sobre a expectativa em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. Ele afirmou que Taiwan acompanha os movimentos diplomáticos, mas reforçou que a ilha não deve ser tratada como moeda de negociação entre grandes potências.
“Taiwan não é objeto de negociação entre os dois países”, afirmou.
O café da manhã “Brasil-Taiwan: cooperação e estabilidade” reforçou uma mensagem clara: a relação entre Brasil e Taiwan pode avançar para além da diplomacia tradicional. O caminho passa por comércio, tecnologia, indústria, Mercosul e parcerias regionais capazes de gerar resultados concretos para os dois lados.
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