A Uber prepara uma transformação no transporte urbano com a ampliação de sua rede de veículos autônomos. A companhia anunciou a meta de disponibilizar mais de 2 mil carros capazes de transportar passageiros sem motoristas até o fim de 2027. O planejamento prevê aproximadamente 700 veículos ainda em 2026, marcando uma nova etapa na disputa pelo mercado mundial de mobilidade.
A estratégia envolve investimentos bilionários em tecnologia, infraestrutura e parcerias com fabricantes de veículos autônomos. Segundo o presidente-executivo da companhia, Dara Khosrowshahi, a expansão será gradual, com aproximadamente metade dos veículos previstos para 2027 destinada aos Estados Unidos e a outra metade distribuída entre mercados internacionais. A ambição é alcançar dezenas de milhares de unidades nos anos seguintes.
A mudança ocorre em meio à crescente concorrência com empresas especializadas em direção autônoma, especialmente a Waymo, controlada pela Alphabet, grupo proprietário do Google. A Uber já utiliza veículos sem motorista de parceiros em determinadas cidades e pretende ampliar sua presença nesse segmento. A tecnologia promete reduzir a dependência de condutores humanos, embora ainda enfrente desafios relacionados à segurança, regulamentação e custos operacionais.
O avanço também coloca em discussão o futuro profissional dos motoristas de aplicativos. Embora a substituição em larga escala não esteja prevista para acontecer imediatamente, a expansão dos robotáxis representa uma mudança estrutural no modelo de negócios do transporte individual. Para os passageiros, a promessa é de maior disponibilidade e eficiência. Para milhões de trabalhadores que dependem das plataformas, surge uma questão inevitável: qual será o espaço do motorista humano quando o próprio automóvel assumir o volante?




