A expansão do uso de veículos elétricos e de equipamentos de micromobilidade, como patinetes e bicicletas elétricas, trouxe novos alertas de segurança referentes à infraestrutura de recarga em ambientes domésticos e garagens condominiais, sobretudo em relação à presença de crianças.
Especialistas em engenharia elétrica chamam a atenção para os riscos associados ao improviso na recarga de equipamentos menores, onde é comum a utilização de extensões inadequadas, adaptadores sem certificação, tomadas desprotegidas e fontes sem dispositivos de proteção contra fugas de corrente.
Enquanto os carregadores de automóveis elétricos de passeio possuem protocolos de comunicação entre o veículo e a estação para liberar a energização do conector apenas após o encaixe completo, a recarga inadvertida de baterias de lítio de patinetes em locais sem ventilação ou próximos a materiais inflamáveis representa elevado risco de superaquecimento e incêndios de rápida propagação.
Diante desse cenário, normas técnicas atualizadas, como a ABNT NBR 17019, e instruções normativas de corpos de bombeiros estaduais vêm fixando critérios obrigatórios de aterramento, especificação de interruptores diferenciais residuais (DR) e dimensionamento de circuitos para garantir a integridade dos usuários e das edificações.




