“Quem está nos dividindo é a esquerda, é Alexandre de Moraes”, diz Bia Kicis em ato por Flávio
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) fez do encontro de mulheres em apoio a Flávio Bolsonaro um discurso de guerra política e união interna da direita. Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e o PL pressionado por ruídos entre suas principais lideranças, Bia apontou o que considera a origem da divisão no campo conservador: “Quem está nos dividindo é a esquerda, é o Alexandre de Moraes, oprimindo a direita e os conservadores”. A frase virou o eixo da fala e deu o tom dramático de um evento que buscou reorganizar a tropa em torno do senador.
Bia afirmou que “todos somos vítimas do 8 de janeiro” e ligou os efeitos da crise política ao sofrimento de Bolsonaro, Michelle, Flávio, Anderson Torres e familiares de presos e investigados. “É por causa dele que o Jair Bolsonaro está preso em casa, com a saúde debilitada, sofrendo”, disse, em referência a Moraes. A parlamentar também citou Michelle Bolsonaro, que, segundo ela, enfrenta “opressão, pressão e perversidade”, e Flávio, que teria chegado “abalado” após visitar o pai com “horas contadas”.
No trecho mais eleitoral, Bia tentou conter a disputa interna e reposicionar o adversário. “Nosso inimigo é o PT, nosso inimigo é a esquerda”, afirmou. Em seguida, projetou Flávio como herdeiro político do bolsonarismo: “Flávio é o nosso líder e será o nosso presidente”. Para ela, a eventual eleição do senador representaria anistia, retorno de brasileiros que estão fora do país e reunião de famílias separadas pela perseguição política. O recado foi simples, quase uma ordem de campanha: a direita pode brigar por espaço, mas não pode entregar a eleição por vaidade.
Das teses apresentadas pela conjuntura política nacional esta parece a mais plausível e coerentes.
O DFMobilidade já mostrou, na matéria PGR defende manter Bolsonaro em prisão domiciliar, que o caso do ex-presidente segue no centro das decisões de Alexandre de Moraes e da disputa política nacional. Também revelou, em PF aponta elo direto entre Viviane Barci e Vorcaro em contrato de R$ 129 milhões do Banco Master, novas camadas de tensão envolvendo o entorno do ministro e o caso Master. No palco de Bia Kicis, tudo isso ganhou moldura eleitoral: Moraes virou personagem central, Flávio foi apresentado como saída e a direita recebeu o aviso de sempre — dividir agora é fazer campanha gratuita para o adversário.




