Paraguai elimina a Alemanha nos pênaltis e presidente transforma façanha em feriado nacional

Santiago Pena assina ordem de feriado nacional após vitória da Seleção do Paraguai -Foto: Reprodução do X
Santiago Pena assina ordem de feriado nacional após vitória da Seleção do Paraguai -Foto: Reprodução do X

O Paraguai viveu uma noite de Copa com roteiro de cinema e sotaque de Assunção. Depois do empate por 1 x 1 contra a Alemanha, a seleção guarani derrubou uma das camisas mais pesadas do futebol mundial nos pênaltis, venceu por 4 x 3 e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Foi vitória de resistência, nervo e disciplina: a Albirroja segurou a pressão alemã, levou a decisão para a marca da cal e saiu de campo com a classificação que entrou imediatamente para a memória nacional.

A explosão não ficou restrita ao gramado. Poucos minutos depois da classificação, o presidente Santiago Peña foi ao X e resumiu o sentimento do país em uma frase que virou manchete por conta própria: “¡PARAGUAY NUNCA SE RINDE! ¡¡FERIADO CARAJO!!”. A publicação, que rapidamente acumulou milhões de visualizações, deu o tom da celebração oficial e popular: o triunfo não seria tratado apenas como resultado esportivo, mas como acontecimento nacional.

O governo paraguaio confirmou feriado nacional para a terça-feira seguinte, permitindo que o país transformasse a madrugada de festa em dia oficial de comemoração. Em Assunção, torcedores tomaram ruas, buzinaços se espalharam e a bandeira vermelha, branca e azul virou figurino obrigatório. O futebol, mais uma vez, fez o que decreto nenhum conseguiria sozinho: juntou política, povo e emoção em uma só praça — com a bola assinando o expediente.

A façanha paraguaia também dialoga com o clima sul-americano nesta fase decisiva da Copa. Enquanto o Paraguai fez história contra a Alemanha, o Brasil também precisou sofrer para seguir vivo, como mostrou o DFMobilidade em Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos e sobrevive ao primeiro mata-mata da Copa. A mobilização em torno dos jogos também já apareceu no DF, com a decisão registrada em Celina anuncia ponto facultativo para próximo jogo do Brasil. No fim, a Copa segue lembrando que mata-mata não premia currículo: premia quem aguenta o tranco até o último chute.

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