União Europeia planeja importar combustível de aviação dos EUA para evitar colapso no setor

Foto: Pixabay
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A indústria da aviação europeia está se preparando para uma possível escassez severa de combustível, impulsionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que cortou cerca de 40% das importações de querosene do continente.

Em meio a esse cenário, a gigante da logística DHL conseguiu garantir suprimento para suas operações na Europa até junho, mas alertou que a situação de abastecimento na Ásia continua com visibilidade bastante limitada.

Agências internacionais e do setor aéreo emitiram avisos contundentes sobre a gravidade da situação.

A Agência Internacional de Energia alertou que a Europa possui apenas cerca de seis semanas de querosene de aviação disponíveis, com vários países operando com menos de vinte dias de cobertura, um patamar crítico, já que estoques abaixo de vinte e três dias representam risco iminente de escassez física direta nos aeroportos.

Reforçando o alarme, a Associação Internacional de Transporte Aéreo previu que o continente poderá enfrentar uma onda de cancelamentos de voos a partir do final de maio, um problema que já afeta as operações no mercado asiático.

Diante da crise iminente, o comissário de transportes da União Europeia reconheceu que, embora não haja falta real de suprimento no momento, os estoques estão sob forte pressão.

Como resposta, a Comissão Europeia deve anunciar um pacote de medidas emergenciais na quarta-feira, dia 22 de abril.

As propostas incluem a articulação para a importação de combustível de aviação Tipo A produzido nos Estados Unidos, a avaliação de uma possível obrigatoriedade para que os estados-membros mantenham níveis mínimos de reservas de emergência e a criação de mecanismos para otimizar a distribuição do querosene entre os países do bloco.

Especialistas e executivos do setor alertam que o alívio não será imediato e que os riscos podem não estar totalmente precificados pelo mercado.

Mesmo com o Irã declarando o estreito brevemente aberto à navegação comercial recentemente, o ciclo logístico do petróleo leva de três a seis semanas para ir do poço à refinaria.

Além do tempo natural de transporte, a retomada total da produção global deve demorar meses, uma vez que instalações de armazenamento, campos petrolíferos e refinarias em pelo menos nove países sofreram danos estruturais durante o conflito.

A fragilidade do atual cessar-fogo adiciona ainda mais incerteza à recuperação da cadeia logística internacional.

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