O Rio de Janeiro deve receber, entre 7 e 12 de maio, o porta-aviões nuclear USS Nimitz, da Marinha dos Estados Unidos, como parte da operação Southern Seas 2026, uma missão voltada à cooperação marítima com países da América Latina. A passagem do navio pela Baía de Guanabara foi anunciada no contexto de exercícios e intercâmbios conduzidos pela 4ª Frota norte-americana e pelo Comando Sul dos EUA.
O USS Nimitz chama atenção não apenas pelo tamanho e pelo peso simbólico, mas também pela idade. Comissionado em 3 de maio de 1975, ele é o mais antigo porta-aviões dos Estados Unidos ainda em serviço ativo e o navio que deu nome à classe Nimitz, uma das mais conhecidas da história naval americana. Dados oficiais da Marinha dos EUA indicam que a embarcação mede cerca de 333 metros de comprimento, tem propulsão por dois reatores nucleares e pode operar com milhares de militares a bordo.


A missão Southern Seas 2026 prevê a atuação do Nimitz ao lado do destróier USS Gridley e inclui exercícios de passagem, operações combinadas e visitas com autoridades e especialistas de países parceiros. Segundo os comunicados oficiais, a operação envolve interações com Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, além de escalas programadas em países da região. A proposta declarada pelos EUA é ampliar interoperabilidade, prontidão conjunta e parcerias marítimas no hemisfério.
Na prática, a chegada do Nimitz ao Rio funciona como demonstração de presença militar e diplomática. O movimento ocorre num momento em que Washington busca reforçar sua articulação com marinhas parceiras na América Latina, usando a operação como vitrine de capacidade naval, logística e coordenação multinacional. Em abril, por exemplo, o grupo já realizou treinamento com a Marinha do Equador no Pacífico, dentro da mesma missão.
Para o Brasil, a escala tem peso político e militar. Além do impacto visual de um dos mais famosos navios de guerra do mundo na costa fluminense, a visita reforça o canal de interlocução entre as Forças Armadas brasileiras e os Estados Unidos em temas de segurança marítima e cooperação regional. Em bom português: não é passeio turístico — é recado geopolítico com vista para o Pão de Açúcar.
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