Vídeo: Segurança do Metrô-DF age com técnica e evita tragédia após agressão violenta dentro de trem e estação

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Segurança do Metrô-DF age com técnica e evita tragédia após agressão violenta dentro de trem

Uma ocorrência grave registrada na tarde de sexta-feira, 17 de abril, expôs — mais uma vez — o preparo e o sangue-frio dos agentes do Corpo de Segurança Operacional do Metrô-DF diante de situações extremas. Um usuário em visível estado de alteração por drogas e álcool protagonizou uma sequência de agressões dentro de um vagão, colocando em risco passageiros e funcionários na Estação Praça do Relógio em Taguatinga.

De acordo com o relato do agente Bruno, que participou diretamente da ocorrência, a equipe foi acionada após denúncias de que o indivíduo estaria “dando murro no vidro, ameaçando e batendo nas pessoas” dentro do trem. Ao chegar ao local, os próprios passageiros apontaram o agressor, que se recusou a sair da composição e desafiou a autoridade dos seguranças: “Não vou descer. Quero ver quem vai me tirar daqui”.

Seguindo o protocolo, os agentes iniciaram a abordagem verbal — etapa prioritária no uso progressivo da força. No entanto, o indivíduo reagiu de forma violenta, partindo para cima da equipe. “Ele levantou e veio pra cima de mim. O cara pesa 115 kg, eu peso 79. Mesmo assim, conseguimos conter e retirar ele do trem sem causar danos maiores”, relatou Bruno.

A agressividade do suspeito escalou rapidamente. Mesmo após o uso de spray de contenção, o homem continuou atacando os agentes com chutes e socos, atingindo Bruno e seu colega. “A gente tenta primeiro verbalizar, mostrar presença. Mas ele não reagia a nada. Estava completamente alterado”, destacou.

A contenção só foi possível com a atuação coordenada da equipe. Com apoio solicitado via rádio, os agentes conseguiram neutralizar o agressor utilizando técnicas de imobilização e instrumentos operacionais. “Conseguimos controlar a situação sem causar nenhum dano a mais pra ele. Nosso trabalho também é preservar a integridade física do envolvido”, enfatizou o agente.

Mesmo após a imobilização, o indivíduo seguiu com comportamento hostil, proferindo ofensas, cuspindo nos agentes e fazendo ameaças, inclusive dentro da delegacia e posteriormente na unidade de saúde para onde foi encaminhado. Ele acabou autuado por desacato, resistência, lesão corporal e ameaça.

 

O episódio evidencia não apenas a violência enfrentada diariamente pelos profissionais do Metrô-DF, mas também o preparo técnico e o compromisso com a legalidade. “Toda a ação foi filmada pelas câmeras corporais. A gente ainda toma o cuidado de conduzir para áreas monitoradas para evitar qualquer tipo de acusação injusta”, explicou Bruno.

Outro ponto levantado pelo agente foi a necessidade de valorização e melhores condições de trabalho para a categoria. Segundo ele, a falta de equipamentos mais robustos pode, em alguns casos, incentivar a ousadia de agressores. “Muitos não reconhecem nossa autoridade. Acham que somos apenas ‘guardinhas’, mas desconhecem o poder de polícia que temos dentro do sistema”, afirmou.

Apesar da violência enfrentada, a atuação dos seguranças evitou que a situação tivesse consequências mais graves para passageiros e funcionários. A ação rápida, técnica e proporcional demonstra a importância estratégica do Corpo de Segurança Operacional para o funcionamento seguro do transporte público do Distrito Federal.

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