A Toyota Motor registrou queda em suas vendas globais pelo terceiro mês consecutivo em abril, com um recuo de 3,1% em relação ao ano anterior, totalizando 849.306 veículos.
O declínio da maior montadora do mundo é impulsionado por fortes contrações em mercados estratégicos, com as vendas despencando 33,7% no Oriente Médio e 25,4% na China.
O mercado japonês foi a rara exceção positiva no período, crescendo 24,2% devido à retomada de compras que haviam sido adiadas por mudanças em impostos ambientais.
A retração massiva no Oriente Médio está diretamente ligada ao conflito com o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
O bloqueio desestabilizou as rotas essenciais de transporte marítimo comercial e fez as exportações japonesas de veículos motorizados para a região despencarem mais de 90%.
Na China, o desafio é de mercado: a intensa concorrência com as fabricantes locais de veículos elétricos, lideradas pela BYD, que seguem expandindo suas linhas com preços agressivos.
Nos Estados Unidos, o maior mercado da montadora, as vendas recuaram 4,6%, refletindo o esfriamento geral do setor após a urgência de compras registrada no ano passado.
Apesar da sequência de reveses mensais, a Toyota encerrou o ano fiscal em março de 2026 com um recorde de 11,28 milhões de veículos vendidos.
Contudo, a perspectiva a curto prazo permanece nebulosa.
A montadora prevê que as contínuas perturbações logísticas no Oriente Médio custarão aproximadamente 500 bilhões de ienes em lucro operacional neste ano fiscal, exigindo adaptação diante do cenário complexo que mistura crises geopolíticas e a transição acelerada do mercado automotivo.




