Dados recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) confirmam que o desinteresse dos mais novos pelos automóveis deixou de ser apenas uma tendência de mercado e se tornou um fenômeno estatístico.
Ao longo da última década, o número de jovens entre 18 e 24 anos que dão entrada no processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) despencou drasticamente em todo o Brasil.
Especialistas do setor de trânsito apontam que a consolidação dos aplicativos de mobilidade atrelada à escalada abusiva nos preços dos veículos zero quilômetro reconfigurou completamente a relação dessa geração com o transporte.
A hiperconectividade mudou o que é considerado essencial.
Para jovens de até 25 anos , a busca por transporte alternativo se tornou uma necessidade constante dessa geração , visto que skate, bicicleta , patinetes elétricos e até mesmo ciclomotores, parecem ser uma melhor escolha quando se trata de acessibilidade e praticidade relacionados a trânsitos caóticos e poluentes.
O orçamento que antes seria engolido por parcelamentos intermináveis, taxas de autoescola, IPVA e seguro, agora é estrategicamente redirecionado.
O foco passa a ser o investimento em equipamentos tecnológicos de alta performance e na própria carreira.
Além disso, a adoção de modais ágeis e sustentáveis para trajetos curtos, consolida uma rotina prática onde a posse de um carro se transformou de um “sonho de consumo” que não agrega necessariamente valor de uso, quando assim posto diante de uma geração diversificada onde o alternativo tem ganhado fama.




