A Uber decidiu investir mais de dez bilhões de dólares na compra de milhares de veículos autônomos e na aquisição de participações em empresas desenvolvedoras de tecnologia.
A decisão marca uma ruptura radical com o modelo de negócios original da plataforma, que sempre focou na intermediação de viagens sem a necessidade de possuir uma frota própria.
O montante bilionário anunciado compromete um valor que supera todo o fluxo de caixa livre registrado pela companhia no ano fiscal de 2025.
A nova estratégia posiciona o aplicativo como um grande mercado central que conecta diversos operadores de carros sem motorista.
Em vez de criar um sistema de direção autônoma do zero, a empresa firmou parcerias pesadas com gigantes do setor, como Waymo, Rivian, Lucid, Baidu e Wayve.
O objetivo prático dessas alianças estruturais é lançar serviços comerciais de robotáxis em pelo menos vinte e oito cidades ao redor do mundo até o ano de 2028.
O acordo de maior peso divulgado até o momento envolve uma parceria de mais de um bilhão de dólares com a montadora Rivian.
O contrato prevê a aquisição inicial de dez mil SUVs elétricos totalmente autônomos, com a opção de estender a compra para quarenta mil unidades extras a partir de 2030.
Os primeiros veículos dessa nova frota devem estrear comercialmente nas ruas de São Francisco e Miami em 2028, expandindo logo depois para a Europa e o Canadá.
A escalada de gastos acompanha a velocidade das mudanças no cenário competitivo do transporte autônomo global.
A plataforma norte-americana criou uma divisão específica para fornecer infraestrutura digital e gestão tecnológica aos parceiros, com a ambiciosa meta de colocar cem mil veículos em circulação até 2027.
O projeto de expansão também mira a Ásia e novos mercados, prometendo levar robotáxis para Tóquio e Los Angeles já no final de 2026.




