Um levantamento operacional realizado pela concessionária Arteris revelou que 68,4% das ocorrências atendidas em suas malhas rodoviárias entre janeiro e agosto de 2026 foram motivadas por panes veiculares.
O balanço contabilizou 76.684 registros de imprevistos relacionados a problemas mecânicos, falhas no sistema elétrico, pneus furados, superaquecimento do motor e pane seca.
No total, a empresa realizou mais de 112 mil atendimentos integrando socorros operacionais, ocorrências clínicas e apoios ao policiamento rodoviário nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
A imobilização não planejada de automóveis e veículos pesados em acostamentos ou faixas de rolamento eleva consideravelmente a exposição a colisões traseiras e atropelamentos, sobretudo em trechos de velocidade elevada e sob condições de baixa visibilidade.
A falta de manutenção preventiva em itens vitais, como o sistema de freios, o estado de conservação dos pneus, a carga da bateria e os níveis do líquido de arrefecimento do motor, permanece como o principal fator desencadeador das paralisações mecânicas em viagens intermunicipais.
Especialistas em segurança viária e equipes de resgate orientam que, diante de falhas em trânsito, o condutor deve sinalizar com antecedência, posicionar o veículo fora das faixas de tráfego regular, acionar o pisca-alerta e posicionar o triângulo de emergência.
A recomendação técnica prioritária é que os ocupantes abandonem o habitáculo do veículo e aguardem o socorro da concessionária ou da Polícia Rodoviária Federal em local protegido, atrás das barreiras de contenção ou defensas metálicas, evitando realizar reparos improvisados às margens da pista.




