Chefe de transportes da UE descarta escassez de combustível de aviação

Foto: Pixabay
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O abastecimento de combustível de aviação na Europa permanece estável três meses após o início da crise no Estreito de Ormuz.

A afirmação foi feita pelo comissário de transportes da União Europeia, Apostolos Tzitzikostas, mesmo diante da disparada dos preços que forçou diversas companhias aéreas a abandonar rotas não lucrativas e aumentar as tarifas às vésperas da alta temporada de verão.

Segundo o representante, não há escassez atual na Europa nem indicativos de problemas de abastecimento em um futuro próximo, embora os aeroportos regionais sejam considerados os mais vulneráveis ao cenário.

A via marítima estratégica, que conecta o Golfo Pérsico aos mercados globais, segue praticamente fechada desde o fim de fevereiro devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, reduzindo o fornecimento global de petróleo em cerca de quatorze milhões de barris por dia.

A Agência Internacional de Energia (AIE) classifica a situação como a maior interrupção no abastecimento da história do mercado global de petróleo.

A União Europeia tem conseguido contornar a crise logística porque o Oriente Médio responde por apenas cerca de vinte por cento de suas importações de querosene de aviação, enquanto remessas dos Estados Unidos e da Nigéria supriram grande parte desse déficit.

As exportações norte-americanas bateram recordes no início de abril, enviando volumes significativos para o continente europeu.

No entanto, o custo do combustível praticamente dobrou desde o início das hostilidades.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo aponta que esse insumo representa entre vinte e cinco e trinta por cento dos custos operacionais das empresas.

Como reflexo financeiro direto, a Lufthansa anunciou o corte de vinte mil voos de curta distância até outubro para economizar, e outras companhias adotaram medidas semelhantes.

Os passageiros ainda não sentiram o impacto total dos reajustes de tarifas, o que deve ocorrer de forma mais intensa até o fim do ano, quando os contratos de proteção de preços das aéreas expirarem.

Há projeções do mercado financeiro de que o barril de petróleo se mantenha em torno de noventa dólares, gerando temores econômicos mais amplos.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que a interrupção prolongada pode desacelerar o crescimento global a níveis vistos apenas durante a recente pandemia ou na última grande crise financeira.

As negociações diplomáticas registraram progresso limitado e a expectativa é que eventuais acordos na região sejam temporários.

A Comissão Europeia mantém suas reservas estratégicas sob coordenação, pronta para agir caso necessário.

Para acompanhar os impactos contínuos na mobilidade e no setor aéreo, acesse o dfmobilidade.com.br.

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