A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, anunciou que assumirá integralmente as indenizações e os custos de reparo em caso de acidentes ocorridos enquanto a função de direção assistida City Navigation estiver ativada.
A medida inédita busca fortalecer a confiança dos consumidores nas tecnologias de condução autônoma, respondendo estrategicamente a um cenário de queda contínua nas vendas da montadora dentro do mercado doméstico chinês.
Com essa política, a fabricante assegura que os danos causados sob o controle do software serão cobertos sem afetar o bônus do seguro anual do motorista.
O compromisso foi oficializado pelo presidente da companhia, Wang Chuanfu, que destacou a meta corporativa de zerar as fatalidades no trânsito por meio da inteligência artificial.
Para justificar a segurança do sistema God’s Eye, o executivo ressaltou que os veículos são equipados com uma matriz robusta de sensores, incluindo dezenas de câmeras, radares e tecnologia LiDAR, responsáveis por monitorar as condições da via ininterruptamente e sem pontos cegos.
O movimento amplia uma política de responsabilidade que a empresa já havia testado no ano passado com o recurso de estacionamento autônomo de nível quatro, permitindo agora que até modelos de entrada recebam a atualização para a direção inteligente mediante pagamento adicional.
A adoção dessa garantia ousada ocorre em um dos períodos mais desafiadores da montadora, que registra quedas consecutivas nas vendas de veículos de passeio há oito meses e enfrenta a maior retração em seu lucro trimestral desde 2020.
O mercado automotivo asiático passa por um momento de extrema competitividade, com rivais locais acelerando o desenvolvimento de seus próprios sistemas de direção baseados em redes neurais.
Para manter a vanguarda tecnológica e distanciar-se da concorrência, a empresa também apresentou um novo chip proprietário de quatro nanômetros focado na autonomia veicular, apostando que a confiança e a segurança jurídica serão os fatores decisivos para os compradores, especialmente enquanto gigantes globais ainda aguardam aprovações regulatórias completas no país.






