Boeing projeta que frota mundial de aviões ultrapassará 50 mil unidades até 2045

Foto: Divulgação/Boeing
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A Boeing divulgou uma projeção indicando que a frota global de aviões comerciais deve ultrapassar a marca de 50 mil aeronaves até o ano de 2045.

A estimativa faz parte do relatório Perspectiva de Mercado Comercial de 2026 e aponta para um crescimento expressivo de quase 80% na frota mundial ao longo das próximas duas décadas.

Esse avanço estrutural será impulsionado diretamente pelo aumento contínuo da demanda por viagens, com o tráfego de passageiros apresentando uma expansão média de 4% ao ano, índice que será suficiente para dobrar o volume de viagens aéreas em todo o planeta.

Para conseguir atender a essa forte demanda global, o fabricante norte-americano prevê a entrega de aproximadamente 44 mil novas aeronaves comerciais nos próximos 20 anos

Cerca de metade desses novos aviões terá como objetivo principal a substituição de modelos mais antigos por versões mais modernas e com alta eficiência no consumo de combustível.

A distribuição dessas entregas revela o protagonismo dos mercados emergentes e em transição, englobando a América Latina, China, Oriente Médio, África e Ásia, que deverão absorver 55% das novas frotas.

Os outros 45% serão destinados a regiões já consolidadas no setor, a exemplo da América do Norte, Eurásia e Oceania.

Outro dado relevante do estudo é o crescimento acelerado das companhias aéreas de baixo custo, que devem expandir suas frotas em ritmo superior ao das empresas tradicionais.

A renovação do setor aéreo acontecerá de forma intensa e acelerada, com a previsão de que menos de 10% dos aviões de gerações anteriores continuem em operação até 2045.

Segundo a diretoria de vendas e marketing da Boeing, o cenário atual exige que as companhias continuem se adaptando aos desafios de curto prazo e modernizem seus equipamentos para garantir maior sustentabilidade econômica, eficiência e conectividade entre pessoas e mercados.

O impacto dessa expansão colossal vai muito além da linha de montagem das aeronaves, aquecendo também toda a rede de infraestrutura e serviços.

A empresa estima que esse mercado de suporte alcançará a cifra de 4,9 trilhões de dólares, gerando a necessidade de formar mais de 2,4 milhões de novos profissionais capacitados para sustentar a aviação comercial nas próximas décadas.

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