A derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo ganhou um capítulo fora das quatro linhas. A FIFA designou um procurador das áreas disciplinar e de ética para investigar a confusão ocorrida após o apito final da decisão, disputada no domingo, 19 de julho, no estádio de Nova York/Nova Jersey. A Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres, e conquistou o segundo título mundial de sua história.
O tumulto começou quando o argentino Leandro Paredes se envolveu em confrontos com Eric García e Gavi, provocando uma reação coletiva entre jogadores das duas seleções. Imagens também colocaram Nahuel Molina e integrantes da comissão técnica argentina no centro de outros desentendimentos. A FIFA deverá analisar vídeos, súmulas e os relatórios da arbitragem antes de decidir se houve violação do Código Disciplinar. Até o momento, nenhum prazo foi estabelecido para a conclusão do processo.
O ambiente já estava carregado antes da briga. Enzo Fernández havia sido expulso após receber o segundo cartão amarelo aos 93 minutos, deixando a Argentina com dez jogadores durante a prorrogação. Na despedida de uma campanha marcada pela recuperação dramática contra a Inglaterra — relembre a virada argentina na semifinal —, a equipe de Lionel Scaloni terminou o Mundial sob acusações de violência e falta de espírito esportivo.
A investigação acrescenta uma mancha ao desfecho de uma final que havia sido apresentada como o encontro entre Lionel Messi e Lamine Yamal, o veterano e o possível herdeiro do protagonismo mundial — confronto antecipado pelo DFMOBILIDADE em “Messi x Yamal: a final da Copa coloca o rei diante do herdeiro”. Dentro de campo, a Argentina perdeu a taça; fora dele, agora terá de explicar por que a frustração terminou em empurrões, agressões sob apuração e um espetáculo incompatível com a maior decisão do futebol.




