Colisão não intencional ocorreu entre as crateras Einstein e Bell; telescópios detectaram os detritos, porém as imagens que circulam nas redes apresentam sinais de montagem digital
O estágio superior de um foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a Lua por volta das 3h34 desta quarta-feira, 5 de agosto, no horário de Brasília. Catalogado como 2025-010D, o objeto de aproximadamente 3,9 toneladas atingiu a superfície a 8.700 km/h, em uma região entre as crateras Einstein e Bell, próxima à borda oeste lunar. A colisão deve ter aberto uma cratera com cerca de 40 metros de diâmetro, conforme estudo de caracterização do objeto.
A peça, com cerca de 12 metros de comprimento, foi lançada em janeiro de 2025 na missão que transportou os módulos lunares Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e Resilience, da empresa japonesa ispace. Depois de liberar as cargas, o estágio ficou à deriva. A combinação entre atividade solar e forças gravitacionais alterou sua trajetória até tornar inevitável o choque, que não foi planejado pela SpaceX.
Apesar de a colisão ser considerada certa pelos especialistas, ninguém registrou diretamente o momento do impacto. O Very Large Telescope, instalado no Chile, detectou uma corrente de sódio e lítio que permaneceu no espaço por até dez minutos, mas os cientistas afirmam que ainda não existem imagens autênticas do choque. A confirmação visual dependerá de fotografias do local feitas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da NASA. A Associated Press confirmou que não há imagens do impacto.
O vídeo analisado pelo DFMOBILIDADE, com pouco mais de 11 segundos, não possui dados de câmera ou telescópio e foi recomprimido pelo X. A superfície lunar permanece praticamente estática enquanto uma pluma surge de forma isolada, comportamento compatível com composição digital. Não é possível determinar se o material foi produzido por inteligência artificial ou por efeitos visuais tradicionais, mas ele não deve ser apresentado como flagrante real. O impacto deixou detritos na Lua; nas redes, a montagem chegou primeiro.
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