Siglas têm até 15 de agosto para formalizar as candidaturas; campanha nas ruas e na internet começa no dia seguinte
O calendário eleitoral encerra nesta quarta-feira, 5 de agosto, o período das convenções partidárias. Desde 20 de julho, partidos e federações puderam definir candidatos à Presidência, aos governos estaduais, ao Senado e às casas legislativas, além de formalizar coligações nas disputas majoritárias. A escolha interna, porém, ainda não transforma automaticamente o indicado em candidato oficial.
A próxima etapa será o registro das candidaturas perante a Justiça Eleitoral, que deve ser solicitado até 15 de agosto. Nessa fase, serão analisados documentos, condições de elegibilidade, eventuais causas de inelegibilidade e questionamentos apresentados por partidos, candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral. Em resumo: a convenção produz o nome; a Justiça decide se ele poderá aparecer na urna.
A propaganda eleitoral geral será liberada em 16 de agosto, inclusive na internet, com autorização para comícios, carreatas, distribuição de materiais e impulsionamento dentro das regras eleitorais. Já o horário gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. Antes disso, pedido explícito de voto continua proibido — porque calendário eleitoral não é mero enfeite pendurado na sede do partido.
Com o fim das convenções, discursos, festas partidárias e fotografias de unidade dão lugar à burocracia, às impugnações e à organização das campanhas. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Até lá, algumas chapas ainda poderão enfrentar disputas judiciais ou ajustes internos. O palco foi montado, mas a lista definitiva de candidatos ainda passará pelo filtro da Justiça Eleitoral.
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