O aiatolá Ali Khamenei, que comandou o Irã por mais de três décadas, foi enterrado na quinta-feira (9) no santuário do imã Reza, em Mashhad, sua cidade natal. O sepultamento ocorreu mais de quatro meses após a morte do líder supremo, atingido em 28 de fevereiro durante ataques conjuntos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
As cerimônias fúnebres duraram quase uma semana e passaram por Teerã, Qom e pelas cidades sagradas iraquianas de Najaf e Karbala. Milhares de pessoas acompanharam o caixão pelas ruas de Mashhad antes da chegada ao complexo religioso, um dos locais mais importantes para os muçulmanos xiitas.
O longo intervalo entre a morte e o enterro, incomum na tradição islâmica, foi atribuído à guerra, aos riscos de segurança e à preparação de uma extensa despedida de Estado. O funeral havia sido inicialmente previsto para março, mas acabou adiado enquanto os bombardeios e as tensões militares prosseguiam.
A despedida também assumiu forte caráter político. Manifestantes exibiram bandeiras iranianas e entoaram palavras de ordem contra Washington e Tel Aviv, transformando o sepultamento em demonstração de força do regime. Khamenei finalmente foi levado à sepultura, mas a crise que marcou seus últimos dias permanece bem viva no Oriente Médio.




