A França acabou nesta quinta-feira (9) com a campanha de Marrocos na Copa do Mundo de 2026. Em Boston, pelas quartas de final, os franceses venceram por 2 a 0, com gols de Kylian Mbappé, aos 60 minutos, e Ousmane Dembélé, aos 66, e se tornaram os primeiros classificados para a semifinal. Marrocos resistiu no primeiro tempo, segurou o 0 a 0 e tentou repetir a fórmula de organização, transição rápida e força emocional que marcou sua trajetória, mas a França foi cirúrgica quando encontrou espaço.
A eliminação marroquina se explica menos por falta de coragem e mais pela diferença de repertório no momento decisivo. A equipe africana fechou linhas, apostou na disciplina defensiva e tentou acelerar com Ounahi, Hakimi e Brahim Díaz, mas perdeu fôlego justamente quando a França subiu a pressão e passou a atacar com mais gente entre as linhas. Em seis minutos, a partida saiu do controle: Mbappé abriu o placar e Dembélé ampliou em chute rasteiro de fora da área, no tipo de lance que transforma equilíbrio em obituário esportivo sem pedir licença.
Marrocos deixa a Copa com uma campanha respeitável e com o peso de já não ser tratado como zebra. Depois de eliminar a Holanda nos pênaltis e atropelar o Canadá por 3 a 0 nas oitavas, a seleção confirmou a segunda presença consecutiva entre os oito melhores do mundo, mantendo viva a imagem construída em 2022, quando se tornou a primeira equipe africana a alcançar uma semifinal de Copa. Desta vez, porém, o teto apareceu diante de uma França mais madura, mais fria e mais acostumada a decidir sem transformar cada ataque em drama nacional.
Com o resultado, a França avança para enfrentar o vencedor de Espanha x Bélgica na semifinal, marcada para a próxima terça-feira, em Arlington. Para Marrocos, fica a frustração de cair antes de repetir o feito histórico do Catar, mas também a confirmação de que o país entrou definitivamente no mapa das grandes seleções competitivas. A França, por sua vez, segue com cara de favorita: não encanta o tempo todo, mas quando aperta o botão certo, o jogo muda de dono — e, nesta quinta, mudou rápido demais para Marrocos reagir.




