Ex-conselheiro do republicano, Jason Miller acusou o presidente brasileiro de fazer discurso “longo, confuso e prolixo” durante evento sobre inteligência artificial na França
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo G7 ganhou novo capítulo de desgaste político. Em publicação reproduzida pela Jovem Pan News, o ex-conselheiro político de Donald Trump, Jason Miller, criticou duramente o comportamento do petista durante uma fala no evento, realizado na França.
Segundo o conteúdo do print, Miller afirmou que Lula teria tentado fazer um discurso “longo, confuso e prolixo” durante um fórum sobre inteligência artificial. Ainda de acordo com a publicação, o brasileiro teria sido interrompido pelo presidente francês Emmanuel Macron porque “não parava de falar”.
A frase mais dura atribuída ao ex-conselheiro de Trump veio na sequência. Miller disse que Lula “ficou chateado”, “fez um chilique como uma criança” e depois se levantou e saiu. A declaração, em tom de ataque político, amplia a temperatura da relação entre o entorno trumpista e o governo brasileiro.
O episódio ocorre em meio a uma agenda internacional já cercada por desconfortos. O DFMobilidade mostrou anteriormente que Lula chegou ao G7 sem confirmação de reunião bilateral formal com Donald Trump, em uma articulação marcada mais pela expectativa de contato informal do que por uma agenda diplomática robusta. A reportagem pode ser lida em Lula embarca ao G7 sem reunião com Trump e expõe limite da diplomacia do improviso.
A presença de Lula na França também já havia sido tratada pelo DFMobilidade como parte de uma tentativa do governo brasileiro de reposicionar o país no debate global, especialmente diante da tensão comercial com os Estados Unidos e da crise no Oriente Médio. Esse contexto foi registrado em Lula chega ao G7 pelas mãos de Macron e mira possível conversa com Trump.
A crítica de Jason Miller reforça o contraste de estilos entre Lula e o campo político de Trump. Enquanto o petista tenta sustentar uma imagem de liderança do chamado Sul Global, os aliados do republicano exploram qualquer ruído de comunicação como sinal de fragilidade política. No vocabulário diplomático, foi uma alfinetada. No vocabulário de campanha, foi um prato cheio.
Mais cedo, o DFMobilidade também registrou a cena em que Donald Trump, diante de Lula e de outros líderes mundiais, disse “eu sou o chefe” ao chegar para uma reunião do G7. A frase foi dita em tom descontraído, mas carregou evidente simbolismo de poder no ambiente internacional. Leia em Trump diz “eu sou o chefe” diante de Lula e líderes mundiais no G7.
A fala de Miller não representa uma posição oficial da Casa Branca, mas parte de um ambiente político no qual o trumpismo tem aumentado o tom contra Lula. O ex-conselheiro já havia protagonizado críticas anteriores ao presidente brasileiro, inclusive em publicações agressivas nas redes sociais.
No saldo político, a passagem de Lula pelo G7 deixa mais perguntas do que resultados concretos. Sem encontro formal com Trump, sob críticas de aliados do republicano e com ruídos em torno de sua participação, o presidente brasileiro saiu do centro da mesa para o centro da controvérsia. E, na política internacional, quando a fala vira meme antes de virar acordo, o prejuízo costuma chegar antes da diplomacia.




