A corrida pelo Governo de Goiás ganhou uma leitura mais detalhada com a pesquisa Diagnóstico/Acieg divulgada nesta terça-feira (23/6). Mais do que mostrar Daniel Vilela (MDB) à frente no cenário geral, com 36,1%, contra 22,7% de Marconi Perillo (PSDB) e 15,5% de Wilder Morais (PL), o levantamento abriu o mapa dos grupos onde cada pré-candidatura demonstra maior força ou resistência.
Nos recortes religiosos, Daniel aparece com desempenho expressivo entre evangélicos, alcançando 47,5% das intenções de voto nesse segmento. Entre católicos, também lidera, com 30,3%. O dado chama atenção porque o eleitorado evangélico costuma ser disputado com lupa por candidaturas conservadoras, mas, neste momento, a fotografia da pesquisa mostra o governador com vantagem nesse território. Política é isso: às vezes o púlpito aponta para um lado, mas a urna ensaia outro caminho.
O ponto de maior contraste aparece no campo. Entre eleitores ligados à agropecuária, Wilder Morais registra 43,7%, enquanto Daniel marca 26,2%. O recorte, porém, precisa ser lido com cautela, porque a amostra do agro é menor — 126 entrevistados — e, por isso, tem margem de erro superior à margem geral. Ainda assim, o resultado ajuda a explicar por que a escolha do vice na chapa governista passou a ser observada como peça estratégica, especialmente diante de nomes associados ao setor produtivo e ao eleitorado religioso.
O cenário confirma que a disputa goiana ainda não se resume ao placar principal. Como o DFMobilidade já mostrou na matéria Daniel Vilela amplia vantagem e lidera corrida pelo governo de Goiás, aponta Genial/Quaest, o governador vem sustentando dianteira em diferentes levantamentos. Ao mesmo tempo, a presença de Wilder no jogo ganhou outro componente político após o DFMobilidade revelar que Wilder Morais recebeu R$ 148 milhões em emendas do governo Lula, dado que adiciona combustível ao debate entre discurso, base eleitoral e articulação em Brasília.




