Governador avança na corrida pela reeleição, enquanto petista recua; levantamento também mostra Haddad com rejeição bem superior à de Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alcançou 50% das intenções de voto na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e abriu 16,2 pontos percentuais de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), que aparece com 33,8%. Vera Lúcia (PSTU) soma 1,5%; Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), 0,8% cada; Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir), 0,4% cada. Brancos, nulos ou nenhum representam 7,5%, enquanto 4,8% não souberam responder.
A fotografia eleitoral ficou ainda mais favorável ao governador quando comparada à rodada de julho. Tarcísio avançou de 48,5% para 50%, enquanto Haddad recuou de 35,1% para 33,8%. Com os movimentos em direções opostas, a distância entre os dois passou de 13,4 para 16,2 pontos. O petista entra, portanto, na campanha com um problema duplo: precisa crescer e, ao mesmo tempo, impedir que o adversário transforme a larga dianteira em uma eleição resolvida já no primeiro turno.
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O cenário de confronto direto reforça a vantagem. Quando a pesquisa apresenta apenas Tarcísio e Haddad, o governador chega a 53%, contra 36,9% do ex-ministro de Lula. Outro indicador amplia a dificuldade petista: Haddad registra 44,3% de rejeição, a maior entre os nomes testados, enquanto Tarcísio aparece com 27,4%. A diferença indica que o candidato do PT não enfrenta apenas o desafio de conquistar novos votos, mas também um teto eleitoral mais pesado para romper.
O levantamento foi realizado presencialmente entre 16 e 18 de agosto de 2026, com 1.680 eleitores de 80 municípios paulistas. A margem de erro é de aproximadamente 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-08913/2026. A nova rodada consolida Tarcísio na dianteira justamente no início da campanha: enquanto Haddad tenta transformar o apoio de Lula em votos paulistas, o governador começa a disputa olhando o segundo colocado a uma distância que já não cabe na margem de erro.




