A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Operação Insider, que apura suposto esquema envolvendo funcionários do Banco de Brasília (BRB), empresários, pessoas jurídicas interligadas e o irmão da ex-deputada federal Flávia Arruda/Peres. A ação cumpre 17 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Segundo as informações divulgadas, a investigação teve origem em uma auditoria interna feita pelo próprio BRB. A denúncia encaminhada pelo banco levou os investigadores a identificar indícios de fraude em operações ligadas a uma agência de Taguatinga. Dois funcionários do banco aparecem entre os alvos da apuração.
A Polícia Civil investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As movimentações financeiras sob análise chegam a aproximadamente R$ 15 milhões, com transferências consideradas suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, uso de dinheiro em espécie e sinais de possível ocultação patrimonial por meio da compra de veículos de alto valor.
Outro ponto sensível da investigação envolve operações estruturadas na BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco. De acordo com a apuração, um empregado público do BRB teria intermediado a venda de ativos de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões e, posteriormente, recebido valores incompatíveis com os rendimentos formalmente declarados.
A governadora Celina Leão afirmou que o caso foi identificado a partir de investigação do próprio banco e defendeu a apuração dos fatos. “A partir de uma investigação do próprio banco, nós chegamos à fraude e às pessoas responsáveis. Estamos fazendo de tudo para coibir e punir desvios no BRB”, declarou.
Os mandados foram cumpridos em endereços como Guará, Águas Claras e Park Way. A operação também alcança investigados residentes fora do Distrito Federal, o que amplia o alcance da apuração e reforça a suspeita de uma rede organizada em torno das operações financeiras.
O caso atinge novamente o BRB em um momento de forte exposição pública do banco. A diferença, desta vez, é que a denúncia partiu da própria instituição, o que indica uma tentativa interna de conter desvios antes que o dano reputacional ganhe corpo. No mundo financeiro, confiança é capital. E, quando ela balança, nem planilha bonita segura o tranco.
As investigações seguem em andamento. Os citados são investigados e ainda não há condenação. Caberá à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Judiciário definir responsabilidades com base nas provas reunidas.
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